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Você sabe o que faz e quando deve procurar um infectologista?

A Infectologia é a especialidade médica que aborda as doenças infecciosas e parasitárias, sejam estas causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários ou outros microorganismos. Entenda melhor essa especialidade e, em breve, você poderá procurar a Anjos do Lar para uma consulta:

O infectologista

O infectologista é o médico especialista no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes acometidos por doenças infecciosas. Atualmente as doenças infecciosas são responsáveis por grande parte das consultas médicas ambulatoriais e em pronto-socorro.

No entanto, devido à carência de infectologistas em algumas regiões e à falta de informação da população sobre o papel do infectologista, a grande maioria desses pacientes é atendida por médicos de outras especialidades.

Por ser um especialista acostumado a lidar com doenças localizadas nos mais variados órgãos do corpo, em geral o infectologista também tem uma visão global do paciente, também frequentemente exercendo a prática de clínica geral.

O papel do infectologista na Clínica

O Infectologista atua basicamente em 4 grandes áreas clínicas:

  • Diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias
  • Imunizações (Vacinação)
  • Aconselhamento na Prescrição de Antimicrobianos (Uso correto de antibióticos)
  • Controle de Infecção Hospitalar

Quando procurar um infectologista

O desconhecimento sobre o campo de atuação do médico infectologista faz com que, na maioria das vezes, a população procure outras especialidades médicas quando acometida por doenças infecciosas.

Por exemplo, pacientes com suspeita de pneumonia, em geral procuram um pneumologista, com hepatite viral um gastroenterologista, com cistite ou pielonefrite (infecção urinária na bexiga ou rim), um nefrologista ou urologista, com meningite um neurologista, com piodermite (infecção na pele) um dermatologista e assim por diante.

Como as infecções quase sempre acometem preferencialmente um determinado órgão, o paciente intuitivamente procura o especialista responsável pelo tratamento de doenças daquele órgão.

Ocorre que, embora muitos destes profissionais estejam capacitados a resolver o problema, por outras vezes o especialista procurado é especialista no órgão e não no tratamento da infecção do órgão. Assim, não são raros os casos que chegam ao infectologista encaminhados por outros médicos, com atraso diagnóstico ou somente quando já aparecem complicações no tratamento ou pela falta deste.

A seguir, algumas situações nas quais é aconselhável procurar um infectologista:

HIV/AIDS

O acompanhamento de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), também é de responsabilidade do médico infectologista. Atualmente, com as medicações disponíveis, a infecção pelo HIV se tornou uma doença crônica, tal qual a hipertensão arterial ou diabetes, para as quais, não existindo ainda cura, existe excelente controle.

Assim, os pacientes com infecção pelo HIV podem levar uma vida perfeitamente normal e produtiva, como qualquer outro paciente portador de doença crônica, desde que recebam acompanhamento médico adequado.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2002, cerca de 0,5 a 0,8% da população brasileira entre 15 e 49 anos seja portadora do vírus da AIDS. São mais de 600.000 brasileiros infectados, sendo que a cada três portadores do vírus, dois desconhecem estarem infectados. Infelizmente, na maioria dos casos, é feito diagnóstico tardio da doença, conferindo pior prognóstico a esse grupo de doentes.

O Brasil é hoje, sem dúvida, detentor do melhor e mais bem sucedido programa nacional de combate a AIDS do mundo, exemplo para todos os países desenvolvidos. O programa garante medicação gratuita para todos os pacientes com indicação de tratamento, sejam eles acompanhados em serviços públicos ou privados.

O infectologista é o profissional que pode realizar a orientação adequada sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e prognóstico da infecção pelo vírus da AIDS.

Hepatites Virais

As hepatites virais, notadamente as causadas pelos vírus A, B e C, sendo doenças infecciosas, também constituem um dos principais campos de atuação do infectologista.

O tratamento da hepatite viral é fundamentalmente baseado na tentativa de eliminação do vírus da hepatite e/ou da estimulação do sistema imunológico para combater o vírus através de medicações antivirais e imunomoduladoras, não fazendo parte da terapêutica o tratamento do fígado em si.

Nos congressos de infectologia, o diagnóstico e tratamento de hepatites virais sempre ocupa lugar de destaque, de modo a manter a especialidade sempre atualizada neste grupo de doenças cujo tratamento se encontra em constante evolução. Nos centros de formação em infectologia, os ambulatórios destinados ao tratamento de hepatites virais ocupam parte considerável do treinamento do especialista.

As hepatites virais, pela sua alta prevalência na população brasileira, são motivo de grande preocupação em saúde pública. Estima-se que em 2002, cerca de 70% da população brasileira já tenha sido infectada pelo vírus da hepatite A e cerca de 15% pelo vírus da hepatite B. Estima-se também que as hepatites crônicas pelos vírus B e C atingem, respectivamente, 1,5% e 1,0% dos brasileiros, perfazendo mais de 2 milhões de pessoas. Deste total, a imensa maioria é assintomática, muitos sem fator de risco identificável, e se não diagnosticados e tratados, vários podem evoluir para cirrose e câncer hepático.

Entre os portadores do vírus da hepatite C, quase metade é assintomática e não tem qualquer fator de risco, sendo a infecção comumente descoberta em exame sorológico de rotina. Assim, é fundamental que os casos sejam precocemente diagnosticados no período assintomático da doença e, quando indicado, instituído o tratamento correto.

O infectologista é um especialista capacitado a solicitar e interpretar adequadamente os exames sorológicos necessários para o diagnóstico de hepatites virais e realizar o tratamento e acompanhamento dos pacientes infectados.

Febre

O infectologista é, sem dúvida, o especialista com maior familiaridade na investigação e diagnóstico das doenças febris. Estudos apontam que a grande maioria dos pacientes que apresenta febre como principal sintoma tem uma doença infecciosa subjacente. Febre também pode ocorrer no curso de outras doenças, notadamente as reumatológicas e neoplásicas (câncer).

No entanto, como a grande maioria dos casos é devido a doenças infecciosas e pela experiência do infectologista com os diagnósticos diferenciais de doenças febris, este profissional pode, após avaliar o paciente, descartar doença infecciosa e, nesta minoria dos casos, encaminhar o paciente à especialidade pertinente. As febres podem ser prolongadas e muitas vezes a procura pelo infectologista pode ser decorrente da persistência da febre sem identificação do seu foco primário. Muitas vezes um quadro febril pode necessitar de introdução imediata de antibióticos como em infeçcões no sistema nervoso central, meningites e infeçcões no coração.

Fonte: http://www.infecto.org

Diabete antecipa um infarto em 15 anos

Em uma conversa exclusiva com a revista SAÚDE, o cardiologista David Fitchett revelou os riscos que a hiperglicemia prolongada causa ao coração — e o que a medicina tem hoje à disposição para minimizar esses danos. O cardiologista David Fitchett, da Universidade de Toronto (Canadá), é um dos maiores especialistas no mundo na interação entre o diabete e as doenças cardíacas. Nesta entrevista, ele mostra o tamanho da encrenca que o excesso de açúcar no sangue traz ao coração e revela as soluções modernas da medicina para lidar com isso.

Como o senhor se interessou pela relação entre diabete e doenças cardíacas?

Como cardiologista, eu notei que uma grande proporção dos meus pacientes apresentava diabete com impacto na sua doença cardíaca. Pesquisas recentes mostraram que mais de um terço das pessoas com infarto ou angina relatam ter diabete — e se você testar todos, verá que outros 15% tinham esse problema e não sabiam. Além disso, o diabete está associado com uma menor sobrevivência em sujeitos com males cardíacos. Sendo assim, eu fiquei especialmente interessado na prevenção e no tratamento de doenças cardíacas em pacientes com diabete.

Por que o diabete é tão perigoso para a saúde do coração?

Ele resulta em bloqueios da artéria coronária [que irriga o coração com sangue]. Vários fatores estão associados a isso, como inflamação da parede das artérias e maior risco de coagulação do sangue. Isso sem contar que o diabete afeta a função cardíaca, o que aumenta a probabilidade de falhas. Juntando isso, vemos que diabéticos são de duas a quatro vezes mais propensos a desenvolver doença coronária. Eles têm infartos 15 anos antes do que indivíduos sem a enfermidade e possuem um risco 50% maior de morrer por causa de um ataque cardíaco.

Apesar de várias medicações baixarem a glicemia, poucas demonstraram em pesquisas clínicas uma redução de morte por questões cardiovasculares. O senhor poderia comentar um pouco sobre isso?

Apesar de o risco de problemas cardíacos aumentar com o grau de severidade do diabete, nenhum estudo mostrou que, no curto prazo, baixar a glicemia agressivamente previne infarto ou AVC. É possível que um maior período de tratamento seja necessário para reduzir esse tipo de mal. Baixar a glicemia vigorosamente e logo no início do diabete provavelmente vai diminuir mortes relacionadas ao coração. Recentemente, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos apontou preocupações com drogas para o diabete que poderiam aumentar o risco de doença cardíaca e, por isso, passou a exigir estudos de segurança, especialmente em pacientes com alto probabilidade de infartar. Até ano atrás, as cinco drogas avaliadas se mostraram seguras, porém não reduziram o risco de doença cardíaca. Mas um trabalho recente mostrou, em três anos de tratamento, que a empagliflozina na verdade reduziu as mortes por problemas cardiovasculares em 38%. Foi o primeiro estudo a mostrar algo assim. Outros remédios da mesma classe da empagliflozina (antagonistas de SGLT2) estão sendo avaliados em grandes estudos clínicos. Teremos resultados nos próximos dois a quatro anos para saber se a classe como um todo é positiva para o coração. Outras duas drogas, a liraglutida e a semaglutida (agonistas de GLP1) mostraram reduções em complicações cardíacas mais recentemente. É, portanto, possível que mais drogas contra o diabete que minimizam problemas cardíacos sejam identificadas nos próximos anos em decorrências das várias pesquisas em progresso.

O senhor acha que a epidemia de diabete vai piorar ainda? 

Essa epidemia está longe de acabar. O aumento da obesidade e as baixas taxas de atividade física, assim como o envelhecimento populacional, esperamos que a quantidade de pacientes com diabete vai aumentar substancialmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou, em 1985, 30 milhões de adultos eram diabéticos. Em 1995, o número saltou para 135 milhões e, em 2002, para 173 milhões. A mesma entidade projeta que, em 2030, serão 366 milhões de adultos com a doença. De acordo com a Federação Internacional do Diabete, o Brasil está em quarto entre os países com maior número de diabéticos.

Fonte: www.saude.abril.com.br

Tuberculose: causas, sintomas, tratamento e diagnóstico

Hoje é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, quando aproveitamos para lembrar que a tuberculose é uma doença infeciosa altamente contagiosa que afeta na maioria dos casos os pulmões, mas também pode afetar as meninges, os rins, os ossos entre outras partes do organismo. Veja quantas classificações da doença existem:

Tuberculose Cerebral;
Tuberculose Renal;
Tuberculose Ganglionar (afeta os linfonodos);
Tuberculose Óssea;
Tuberculose Cutânea;
Tuberculose Pleural (na película que reveste os pulmões).

O QUE É A TUBERCULOSE?

A tuberculose é uma doença infecto contagiosa transmitida por meio da bactéria Mycobacterium Tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). A tuberculose é considerada pela Secretaria da Saúde uma doença extremamente contagiosa, pois na maioria dos casos, é transmitida pelas vias aéreas por meio da inalação de partículas contaminadas através da tosse, fala ou espirro do paciente com a doença.

O Ministério da Saúde afirma que a tuberculose é uma séria questão de saúde pública no Brasil, oriunda de diversos problemas sociais. Segundo o Portal da Saúde há notificação de 70 mil casos de tuberculose a cada ano e ocorrem 4,6 mil mortes por conta da doença. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil está em 17º lugar entre um ranking de 22 países responsáveis por 80% de todos os casos de tuberculose pelo mundo.

O mesmo estudo apontou queda de 38,7% na incidência de tuberculose e 33,6% no índice de mortalidade. Após várias campanhas e esforços para lutar contra a tuberculose, a cada ano o Ministério da Saúde observa queda na ocorrência da doença que no futuro poderá ser controlada, deixando de ser um caso de saúde pública. O Ministério da Saúde considera a tuberculose uma doença derivada de diversas condições sociais. É claro que o sistema imunológico comprometido pode propiciar o contágio, porém, na maioria dos casos, a tuberculose é proveniente de falta de saneamento básico, água potável, higiene pessoal, vacinas, entre outros fatores relacionados à condição de vida das pessoas. A tabela a seguir demonstra o risco de contágio por tuberculose em determinadas populações, comparadas à população padrão.

Populações vulneráveis x risco de adoecimento por tuberculose:

Indígenas: 3 x maior
Em sistema carcerário: 28 x maior
Portadores de HIV/Aids: 28 x maior
Moradores de rua: 28 x maior

SINTOMAS DA TUBERCULOSE PULMONAR

Os sintomas iniciais da tuberculose podem ser brandos no início e por isso confundidos com os sintomas da gripe e outras doenças menos graves. Desse modo, a maioria dos indivíduos afetados acaba procurando ajuda tardiamente, agravando o quadro e tornando o tratamento mais difícil. Os principais sintomas da tuberculose são os seguintes:

Tosse (um dos sintomas mais característicos que pode ser leve no início, no entanto pode progredir para uma tosse seca, intensa e até com sangue);
Perda de apetite;
Emagrecimento constante, na fase inicial leve que ao avançar da doença pode se tornar grave, causando debilidade crítica;
Febre normalmente no fim do dia;
Mal-estar generalizado, com fadiga e fraqueza, também comum no fim do dia;
Sudorese noturna.

Ao perceber tosse constante por mais de duas semanas, sem melhora, juntamente a alguns dos sintomas acima, o indivíduo deve procurar imediatamente o auxílio médico.

SINTOMAS DA TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR

Alguns sintomas da tuberculose pulmonar como sudorese noturna, falta de apetite, febre no fim da tarde e cansaço excessivo são os mesmo da tuberculose extrapulmonar. O restante dos sintomas depende do órgão afetado.
O paciente com tuberculose cerebral pode sofrer com convulsões sérias, paralisia em alguma parte do corpo e até mesmo entrar em coma. Ao passo que o paciente com tuberculose renal pode ser acometido com dores na lombar e sangue ao urinar. Portanto, ao primeiro sinal dos sintomas comuns, procure um médico para realizar o diagnóstico adequado.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico da tuberculose é feito de acordo com os sintomas relatados ao médico e confirmados por exames de cultura do escarro, raios-X do tórax e baciloscopia. Se a tuberculose atingir outros órgãos (tuberculose extrapulmonar), o médico pode requerer uma biópsia especifica da região afetada.

A tuberculose tem cura e o tratamento é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Em geral, o tratamento de tuberculose dura no mínimo seis meses e deve ser seguido à risca de acordo com a orientação médica. Na maioria dos casos, o paciente é tratado com antibióticos (Rifampicin, Isoniazida e Pirazinamida) para combater o bacilo de Koch. Esses medicamentos serão devidamente prescritos pelo médico e devem ser tomados no horário determinado. A interrupção do tratamento por conta própria, pode levar ao fortalecimento do bacilo de Koch, havendo risco de morte. Por isso, é necessário seguir todas as recomendações, que são:

Fazer o tratamento completo;
Não consumir bebidas alcoólicas;
Evitar o tabagismo.

É preciso também informar ao médico sobre outros medicamentos utilizados pelo paciente, a fim de prever possíveis interações medicamentosas. As gestantes com tuberculose podem fazer o mesmo tratamento, com devido acompanhamento médico e tomando todas as precauções necessárias. Somente o médico pode confirmar a cura da doença, e o paciente deve obedecer ao tempo de tratamento indicado para evitar o fortalecimento do bacilo de Koch e o agravamento do quadro.

PREVENÇÃO

A principal forma de prevenção contra a tuberculose é a vacina BCG, que dever ser aplicada na criança, no primeiro mês de vida. A vacina é eficaz em diminuir a chance de desenvolver estágios graves da doença, por exemplo, meningite tuberculosa, e previne contra as outras formas da doença, mas não previne contra tuberculose pulmonar. Mesmo com a aplicação da vacina no período correto, o indivíduo pode contrair a doença, caso seu sistema imunológico esteja comprometido. Sendo assim, a melhor forma de prevenção continua sendo descobrir a doença em seu estágio inicial e realizar o tratamento adequado.

Com os esforços para que a maioria da população tenha saneamento básico e acesso a condições dignas de higiene a tuberculose pode ser controlada no futuro, juntamente com a vacina BCG. É importante prestar atenção nas crianças que apresentem os sintomas, mesmo que tenham tomado a vacina quando bebês.

Fonte: Portal Nursing

Preparados para o Outono? Saiba como evitar as doenças da estação

 

Por Marisa Walsick

O outono acabou de chegar e com ele vem o frio e o ar seco. Nessa época do ano, é preciso ter cuidados especiais com algumas doenças, já que as características do clima propiciam seu surgimento e sua disseminação.

As infecciosas são algumas delas, podendo ser transmitidas principalmente por vírus e bactérias. Esses micro-organismos entram no corpo, contagiando-o através de gotículas dispersas no ar e também pelo contato com superfícies contaminadas.

“São doenças como resfriados, gripes, faringites, sinusites, pneumonias etc. Os olhos sofrem com conjuntivites e processos alérgicos são comuns, por exemplo, rinite. Se não bastasse, há também uma alteração comportamental no outono que piora o cenário. Com as temperaturas mais baixas, as pessoas tendem a buscar lugares fechados, onde há aglomerações. Isso predispõe a disseminação de patógenos pelo ar e por superfícies”, conta o Dr. César Maurício da Silva, coordenador do Pronto Socorro Adulto do Hospital Carlos Chagas.

Ainda segundo ele, as pessoas com imunidade mais debilitada, como idosos e portadores de enfermidades crônicas, e aquelas com imunidade imatura, no caso, crianças, são as mais atingidas. No entanto, também são muito vulneráveis pacientes que usam medicamentos que deprimem a imunidade, por exemplo, quimioterápicos e corticóides. “Os fumantes têm risco ampliado, já que ao fumar há a agressão das vias aéreas, que comprometem suas estruturas de defesa”, explica o especialista.

Entre as enfermidades mais frequentes durante o outono, pode-se destacar a gripe. Para tentar diminuir o número de infectados, o ministério da saúde vai distribuir cerca de 42,9 milhões de doses da vacina contra essa doença em 65 mil postos de atendimento de saúde, entre 15 e 26 de abril. Segundo o Dr. Silva, as pessoas devem ser estimuladas a se vacinar, sobretudo, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

A vacinação tem diminuído muito a incidência dessa enfermidade. No entanto, vale ressaltar, ela não torna o indivíduo imune a todos os tipos de vírus da gripe. Em geral, é preparada com base nas variantes mais comuns. Então, se uma pessoa tiver contato com uma variedade do vírus para a qual não recebeu imunização, a doença pode se desenvolver.

Outro detalhe está relacionado à confusão que existe na identificação de gripe e resfriado. “Muitos consideram ambas como sendo a mesma enfermidade, mas não é. A gripe é causada pelo vírus influenza e tem sintomas mais fortes, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e prostração, além de tosse e coriza. Alguns casos podem evoluir e se tornar muito graves, com inflamação dos pulmões e grande dificuldade para respirar. Enquanto o resfriado costuma ser mais brando. Pode haver ou não febre, sendo comum que o doente tenha tosse, coriza, obstrução nasal e dor de garganta. É causado por vários tipos de vírus como o rinovírus, adenovírus, coronavírus e vírus sincicial respiratório”, explica o médico.

Confira a seguir algumas recomendações para reduzir os riscos de contrair doenças do outono.

– Hábitos eficazes de higiene, como lavar frequentemente as mãos, evitar levar as mãos “sujas” aos olhos, boca e nariz; lavar as mãos antes de manusear alimentos; usar lenços descartáveis para limpar e assuar o nariz; cobrir a boca ao tossir etc.

– Pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças mais novas e doentes, devem evitar grandes aglomerações.

– As roupas devem ser adequadas à temperatura. Quando estiver mais frio, é recomendado se agasalhar melhor.

– Aqueles que apresentam sintomas, como tosse, febre, falta de ar e corrimento nasal, devem procurar o serviço médico para tratamento e orientação, o que pode evitar a disseminação.

– Há vacinas, como a da gripe, que reduz sensivelmente a chance de desenvolver a doença. Elas devem ser tomadas, principalmente, por populações de risco.

Fonte: http://www.maisequilibrio.com.br

Alongamento faz bem pra saúde, sabia?

Muitas pessoas ainda torcem o nariz para a recomendação de que exercícios físicos regulares e uma alimentação balanceada promove uma revolução na vida de qualquer um. OK! Na correria que vivemos atualmente podemos até considerar como desculpa a falta de tempo. Porém, se o seu time é este, que tal começar com uma atitude extremamente simples que já irá promover flexibilidade aos seus músculos, mais disposição e evitar aquelas dorzinhas chatas. Portanto, a partir de agora você tem um compromisso rápido e fácil: não se esqueça de alongar o corpo sempre.

Pode parecer estranho, mas a pratica é extremamente benéfica. Confira quais as principais dúvidas que costumam aparecer:

1) Ao espreguiçar, logo ao acordar, já estamos alongando? Há alguma dica sobre como se esticar corretamente antes de levantar da cama?
Oba! Sim, já estamos alongando. Cada pessoa tem seu jeito próprio de espreguiçar na cama, porém o que eu aconselho é dar uma alongada simultânea de membros superiores e inferiores (braços e pernas), entrelaçando os dedos das mãos no sentido da cabeceira da cama e estendendo as pernas no sentido oposto e fazendo uma tração com os calcanhares para intensificar a parte posterior das pernas Também gosto de pedir para em seguida segurar na crista ilíaca, estes ossos superiores do quadril, e dar uma tracionada (empurrada) sentido pés, como se fosse descer o quadril.

2) Quais são as dicas de movimentos que alongam o corpo e que devem ser feitos ao longo do dia?
O ideal seria que as pessoas espreguiçassem mais. Porém, o que costumo ver é que a maioria tem hábitos errados, um deles é jogar as costas para trás, ou seja uma posteriorização. Isto favorece ainda mais a tensão nas costas. O certo é se espreguiçar em pé, com o tronco inclinado para a frente e levar as mãos entrelaçadas no sentido do teto com as palmas fechadas e pés paralelos, ou seja, a mesma regra do deitado, mas só que em pé.

3) É necessário alongar antes de praticar alguma atividade física? 
O correto é aquecer o corpo com movimentos que proporcionem o aquecimento global. Alongar com o corpo totalmente frio pode acarretar algumas lesões nas articulações ou até mesmo no próprio músculo. Exemplo: para uma caminhada não há necessidade de uma série tão extensa de exercícios de alongamento e, sim, um alongamento para as panturrilhas. Se a pessoa vai trabalhar com pesos faz um aquecimento de 5 a 10 minutos (caminhada, dança bem leve) em seguida alongue a musculatura que irá recrutar. O importante é alongar mais caprichado no final do treinamento. O fato de não alongar nada pode provocar diversas lesões, além de não preparar a região a ser trabalhada. Em compensação, os benefícios da prática são inúmeros: melhora a postura, melhora a circulação sanguínea e, consequentemente também a respiração, além de proporcionar mais agilidade.

4) Dores no ombro ou na coluna por má postura, podem ser resolvidas com alongamento? 
Nem sempre é só através do alongamento. O correto é que a pessoa faça uma avaliação do que está gerando a dor (ortopedista e fisioterapeuta), porque se a dor estiver relacionada com inflamação, o ideal é que não alongue o local que esteja inflamado, porque no ombro poderá ser um bursite, na coluna alguma hérnia ou até mesmo desvios descompensatórios. O correto é saber a origem da dor e, então, o profissional saberá direcionar o que deve ou não ser feito neste momento.

5) É comum sentir dor ao alongar? 
Sim para uma dor suportável e não para insuportável. Quando se alonga é natural ter a sensação de que se está encurtado os músculos e, aos poucos, vai liberando e vai ficando melhor. Mas, se você sentir dor insuportável é um sinal de que se está indo além do que se deveria ou tem algum comprometimento que deve ser observado.

Dica: Qualquer que seja a parte a ser alongada, o ideal é ficar 10 segundos na postura, na segunda série 15 segundos e na terceira 20 segundos. Enquanto permanecer na posição intensifique a respiração.

 

Por Cecília Faipó, personal trainer

 

Chá gelado, picolé, açaí … 8 alimentos para refrescar neste calor

Chegou o verão e, com ele, a necessidade de se hidratar mais. E é bom caprichar mesmo porque a temperatura promete subir muito em janeiro e fevereiro. Uma pesquisa realizada pela agência meteorológica do Reino Unido mostra que 2017 será um dos anos mais quentes de que se tem notícia. A razão para isso é a combinação entre os efeitos do El Niño — fenômeno atmosférico que aquece águas dos oceanos e altera o clima global — e os gases do efeito estufa.

Para ajudá-lo a encarar o sol e a praia que estão a caminho, selecionamos uma lista de bebidas e alimentos que hidratam, refrescam e espantam o calor. Você vai conhecer prós e contras de cada para fazer as suas escolhas:

Águas aromatizadas ou saborizadas

Elas chegaram com tudo. Estão na moda e marcam presença em restaurantes e bares, sendo apreciadas principalmente por quem acha a água sem graça. Mas são saudáveis? As versões naturais, que você prepara em casa, sim.

“Especiarias como a canela conferem um sabor delicioso à água”, aponta Ana Ceregatti, nutricionista especializada em alimentação natural e vegetariana. Ela destaca que uma excelente opção é adicionar galhos de hortelã limpos e frescos e um pedaço pequeno de gengibre à bebida. Se esses itens forem orgânicos, melhor ainda.

A hortelã favorece a digestão e o gengibre contém o ativo gingerol, um antisséptico e anti-inflamatório natural. “Quem gosta de ervas e especiarias pode fazer as próprias combinações”, afirma Ana. Cuidado mesmo exigem as frutas cítricas, que oxidam em temperatura ambiente e, aí, deixam a água com sabor amargo, além de perderem suas propriedades nutricionais.

As industrializadas, ao contrário, abusam dos corantes artificiais, conservantes e acidulantes (usados para intensificar o sabor dos alimentos e bebidas). Algumas têm ainda adoçante e sódio.

Além das versões saborizadas artificialmente, o mercado possui agora farta oferta de uma bebida vendida com vitaminas, minerais e energéticos em cápsulas – cujo conteúdo deve ser adicionados ao líquido da garrafa. É mais um desses modismos de academia. “Parece água, mas não é. A promessa é de que esses produtos aumentem a energia ou acalmem”, descreve Cynthia Antonaccio, da Consultoria Equilibrium, de São Paulo.

Essas bebidas contêm princípios ativos e extratos que até podem ser uma opção interessante. Porém, é imprescindível contemplar a presença de açúcar em sua composição e o preço (que chega a 100 reais a unidade) antes de optar por qualquer uma.

Chá gelado

Não dá para negar que um chá geladinho ajuda a driblar a sede. Mas, diante da variedade de produtos disponíveis, qual escolher? “A melhor opção será sempre a natural, sem açúcar e à base de ervas, flores e especiarias, como erva-mate, hibisco, camomila e gengibre”, explica Fernanda Gabriel, nutricionista da RG Nutri, consultoria de São Paulo.

Preparado com água e um ingrediente principal, esse tipo de bebida preserva antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias. Cuidado apenas com a procedência da erva e com a quantidade de chá ingerida. Compre esses produtos em estabelecimentos de confiança, verifique se não estão mofados e se não apresentam sujidade.
“Essas ervas possuem princípios ativos que, se consumidos com frequência e em grande quantidade, podem fazer mal aos mais sensíveis. A dica é variar”, ensina Mariana Del Bosco, nutricionista e mestre em Ciências pela disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Já os chás industrializados, disponíveis em saquinhos, garrafas e até latas, são sem dúvida práticos. Porém, também são mais pobres do ponto de vista nutricional. A maioria tem pouca quantidade de polifenóis –compostos encontrados nos alimentos e que varrem as toxinas do organismo, por exemplo.

Tais compostos se perdem durante o processo de produção dessas bebidas, que têm sabor alterado com a adição de açúcar ou adoçantes. “Alguns chás industrializados contêm conservantes e corantes. Por isso, sempre indico os que são feitos com as ervas e, na ausência deles, os de saquinho”, receita Ana Ceregatti.

Caso você não deseje carregar por aí uma garrafinha com seu chá feito em casa, a nutricionista Cynthia Antonaccio dá uma dica importante: “Ao comprar as versões industrializadas, escolha pelo menos as que têm menos açúcar ou são light”.

Vale lembrar que a ingestão desse carboidrato não deve ultrapassar 10% do valor calórico total do dia, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde. “Um adulto que consome em torno de 2 mil calorias ao dia pode ingerir, no máximo, 200 calorias provenientes do açúcar, que é algo em torno de 50 gramas”, exemplifica Fernanda Gabriel.

O perigo da garrafa!!

De nada vale tomar todos os cuidados para escolher um chá natural e colocá-lo em uma garrafa qualquer de plástico. Certifique-se de que sua garrafa está livre de BPA, ou Bisfenol-A – composto presente na confecção de alguns tipos de policarbonato. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estudos preliminares mostram que esse composto pode causar problemas hormonais.

Água de coco

Um das deliciosas vantagens do verão é aproveitar praias, parques e praças — e se lambuzar com uma refrescante água de coco. Fernanda Gabriel, da RG Nutri, confirma que o líquido é naturalmente rico em água e minerais que auxiliam na hidratação. “Além da água da fruta, podemos consumir a carne do coco. Ela é gostosa e carrega fibras e gorduras que garantem a saciedade por mais tempo”, fala.

Em um copo de 200 mililitros dessa bebida há 93% de água. O restante é composto por açúcar, proteínas, sais minerais e fibras. Por isso, Ceregatti endossa o consumo do líquido in natura. Ela explica que o produto em caixinha contém frutose – adicionada na maioria dos industrializados (sucos etc) para destacar o sabor da bebida.

“É melhor comprar o coco fresco, abri-lo e fazer cubos de gelo com sua água”, diz. Esses cubos servirão para preparar sucos naturais e até smoothies, preservando as propriedades da fruta.

Fernanda Gabriel até admite o consumo da água em caixinha como alternativa para os dias de pressa e para quem não encontra a fruta com facilidade. Mesmo assim, a ingestão deve ser moderada – justamente pela presença de açúcar e conservantes nessa versão.

Sucos naturais e industrializados

Mais uma vez, as nutricionistas preferem os naturais ou a versão integral em caixinha. “Por serem feitos com ingredientes frescos, eles mantêm os nutrientes”, ensina Fernanda. Ela reforça que, entre os industrializados, é bom ficar de olho na presença de açúcar e evitar os néctares e refrescos, que apresentam um percentual pequeno de fruta na composição.

Para ser considerada um suco, a bebida precisa ter pelo menos 50% de polpa da fruta e água (sem nenhuma substância estranha). Já o néctar deve conter até 30% de fruta, açúcar e aditivos químicos, como corantes. Nesse balaio, não dá pra negligenciar os refrescos (com 8% de fruta e muito açúcar) e o suco concentrado (ele tem menos açúcar que o néctar, é mais barato e leva corantes, aromatizantes e conservantes). Já o produto integral não carrega conservantes nem é adoçado artificialmente.

No entanto, se no momento de escolha você só tiver o néctar, não precisa se martirizar. E uma dica da nutricionista Cynthia Antonaccio: “Ao optar pelo néctar, escolha aqueles que seriam iguais ao que você prepara em casa”, diz. Como assim? “Por exemplo: dificilmente você fará um suco puro de maracujá ou de limão. Então, não tenha medo se, às vezes, recorrer a esses produtos. Mas analise para ver se vale a pena”, explica.

Picolé e sorvete de massa

Por mais tentadores que sejam, cabe lembrar que os sorvetes de massa possuem um monte de açúcar e, em boa parte dos potes, a famigerada gordura trans, criada pela indústria para melhorar o sabor e a durabilidade dos alimentos na gôndola. Acontece que estudos científicos comprovaram que essa molécula é muito prejudicial à saúde.

Por isso, a opção das nutricionistas é o picolé — em geral, preparado com suco da fruta e açúcar. “Se tiver que escolher, opte por um de frutas, mas não pense nele como lanche”, ensina Ceregatti. Nas refeições intermediárias, coma o vegetal in natura mesmo para matar a fome.

A nutricionista Cynthia Antonaccio admite a ingestão de sorvete de massa como uma indulgência à qual você recorre vez ou outra. “Sem peso ou culpa, mas consciente do que está ingerindo”, arremata.

Açaí na tigela

Não abre mão dessa delícia originária da Amazônia e está no grupo dos que precisam controlar a ingestão de açúcares? Então fique de olhos abertos: a maioria das versões vendidas nas ruas têm adição de xarope de milho, como esclarece Ana Ceregatti.

“Arriscaria que 99% dos que são vendidos têm esse ingrediente. Ele é pior que o açúcar refinado, porque sobrecarrega o organismo de forma geral”, explica. De acordo com ela, é importante checar o rótulo para adquirir os que contenham a polpa de açaí.

Fernanda Gabriel diz que nem por isso a fruta deve sair do cardápio. “Ela é rica em antioxidantes e proporciona saciedade. Mas a polpa congelada, na maioria das vezes, é adoçada. Assim, é melhor escolher acompanhamentos como frutas, coco ralado e opções sem açúcar”.

Garantimos: não é necessário adicionar xaropes como o de guaraná na tigela. As frutas e os cereais já dão um gosto especial. Mas se está sentindo falta de um docinho, considere o açúcar mascavo ou mesmo o de coco.

Raspadinha

A procedência da água usada para fazer essa guloseima praiana é comumente negligenciada. Mas é aí que mora o perigo. Se não for potável, ela pode ser veículo de transmissão de várias doenças, ocasionando de diarreia à hepatite A.

“Também é importante saber que tipo de suco foi usado para prepará-la e se foi adicionado algum xarope”, acrescenta Ceregatti. A nutricionista explica que um suco natural é o ingrediente perfeito para uma raspadinha deliciosa. “Bata água de coco com suco de uva no liquidificador. Ponha em um saco e leve ao freezer até endurecer. Se preferir, use suco de maçã concentrado”, ensina.

Para os que não abrem mão das versões vendidas nas areias e ruas brasileiras, vale ficar atento às calorias. Isso porque ingredientes como leite condensado tornam essa opção bastante calórica. “Se forem feitas com esses produtos, as raspadinhas devem ser incluídas na alimentação com moderação”, pondera Fernanda Gabriel.

Água mineral

“A água deve ser ingerida pura e estar sempre disponível. Ela é a nossa principal fonte de hidratação”, atesta Del Bosco. “Uma dica para saber se você está bebendo a quantidade ideal é observar a cor da urina, que deve ser clara”, conclui.

Nas ruas, o principal cuidado é comprar uma água mineral de fonte ou empresa reconhecida. “Sempre a adquira em um comércio formal, que forneça nota fiscal. Nesses locais, o risco de levar um produto adulterado é menor”, afirma Antonaccio. Como as águas são extraídas de fontes naturais, pegue as que você já está acostumado — mais por uma questão de sabor do que por qualquer outro detalhe.

O sódio encontrado nas versões minerais é natural das fontes das quais ela são extraídas. Sua quantidade é muito pequena frente às recomendações diárias (um copo de água há 0,15% da indicação de consumo). “Sendo assim, não vai prejudicar o funcionamento do corpo”, afirma Fernanda Gabriel.

O consumo frequente de água mineral, ao contrário do que se fala, não causa danos ao organismo em pessoas saudáveis. Evite apenas ingeri-la durante as refeições. Vale lembrar que nosso corpo precisa de aproximadamente 2 litros de água por dia para regular a temperatura, transportar minerais e vitaminas e por aí vai. E uma ótima notícia: o consumo adequado ajuda até a acabar com aquela falsa sensação de fome. Portanto, hidrate-se!

Fonte: Revista SAÚDE [http://saude.abril.com.br/]

Anjos do Lar comemora 2016 e trabalha para cuidar melhor das pessoas em 2017

 

Depois de um ano enfrentando uma série de dificuldades para atender a dona Esther Maria de Miranda Santos, que está acamada com 84 anos, a família descobriu uma forma de ter segurança, tranquilidade e evolução. Nos últimos dois meses, a Anjos do Lar assumiu os cuidados da paciente com o serviço de Internação Domiciliar. De acordo com Bernadete Maria Santos, filha de dona Esther, o Home Care foi a solução perfeita para o caso.

“Minha mãe está recebendo atendimento profissional, com técnicas adequadas, equipe acolhedora e o resultado apareceu muito rápido”, resume Bernadete, animada por ver a mãe sentando e comendo sem ajuda da sonda.

Casos como este fazem com que a Anjos do Lar redobre os esforços para levar ainda mais conforto e segurança a quem precisa. E este foi o objetivo da empresa em 2016: conscientizar as pessoas dos benefícios da desospitalização e fortalecer os pilares da empresa para tornar o atendimento cada vez mais profissional e completo.

Dentro desta perspectiva, a empresa investiu alto em gestão. Contratou uma empresa de consultoria empresarial especializada, renovou todo o sistema de informática – adotando um modelo próprio para Home Care –, intensificou as ações de comunicação e marketing para atingir mais pessoas e deu início a uma acreditação que certifica a qualidade dos serviços de saúde no Brasil. Trata-se de um longo trabalho que padroniza todos os processos da empresa conforme estabelecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade não governamental com foco na segurança do paciente.

E os avanços não param por aí. A empresa cresceu em 2016, tanto em equipe, serviços como faturamento. De acordo com a diretora administrativa Daniele Iung, a Anjos do Lar cresceu 10% este ano, índice que foi além da expectativa para um ano de crise econômica.

No que diz respeito a colaboradores, a Anjos do Lar fecha o ano com três enfermeiros, dois estagiários de enfermagem, um técnico de enfermagem e um enfermeiro júnior. A equipe multidisciplinar também aumentou, com a aquisição de mais um fisioterapeuta.

Além de manter os atendimentos de Internação Domiciliar, Acompanhamento Hospitalar, Procedimentos e Gerenciamento de Enfermagem, a empresa passou a atender também com remoção de pacientes (ambulância).

Toda essa gama de soluções chamou a atenção de um grande parceiro do Home Care, os planos de saúde. De acordo com a diretora e enfermeira responsável pela empresa, Thieli Iung Sosa, as parcerias com planos de saúde também cresceram em 2016, uma vez que eles viram o Home Care como um excelente custo-benefício para o paciente.

E por falar em parceiros, 2016 foi o ano de avançar nas ações sociais também, com parcerias firmadas com o Sesc de Itajaí e Grupo Amor ao Próximo (ONG).

Segundo Thieli, 2016 foi o momento de preparar a empresa para os avanços que virão em 2017, quando o atendimento oferecido nestes últimos 5 anos vai ter ainda mais valor agregado, com muita inovação e espaço para capacitação.

Enquanto 2017 não chega, a Anjos do lar agradece pelas conquistas de 2016 e pelo apoio de clientes, amigos e parceiros, desejando a todos um Natal maravilhoso, repleto de saúde e paz.

Boas Festas!

Equipe da Anjos do Lar

 

Problemas cardiovasculares e urológicos são os que mais atingem o sexo masculino

Father and Son Relaxing on Armchair

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a expectativa de vida do brasileiro está em 73,4 anos, sendo que para os homens é de 69,7 e para as mulheres de 77,3. Na região sul do Brasil, essa média é maior ainda, pois a expectativa de vida é mais alta. De acordo com o IBGE, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres e apresentam mais a incidência de doenças do coração, diabetes, colesterol, câncer e hipertensão arterial.

Segundo o cirurgião cardiovascular e diretor clínico do Hospital VITA Batel, Luiz Fernando Kubrusly, problemas cardiovasculares ainda são os que mais atingem a saúde masculina e levam os homens à morte. O médico explica que as principais doenças são as ligadas à isquemia do miocárdio (diminuição do fluxo de sangue no coração), quer seja sem sintomas, que hoje pode ser diagnosticada precocemente; ou na forma sintomática, com angina de peito ou infarto agudo do miocárdio.

Alguns fatores predispõem os homens a estas doenças: alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e a obesidade abdominal (barriga). De acordo com Kubrusly, a obesidade abdominal é um fator de risco que é considerado tão importante quanto o tabagismo, aumentando a incidência de infartos e acidentes tromboembólicos. “Para diminuir este risco é preciso manter a circunferência abdominal inferior a 100 cm”, alerta.

Para o médico, a palavra chave é prevenção e qualidade de vida. Uma dieta saudável, livre de gorduras e frituras, abstinência de fumo e excesso de álcool (quantidades moderadas de bebida, como por exemplo o vinho, pode até fazer bem), associadas à prática de exercícios físicos regulares – desde que com indicação e acompanhamento profissional – diminuem consideravelmente a incidência de infartos e derrames. “É importante salientar que pessoas pertencentes a famílias de risco, ou seja, ter pai, mãe ou familiar próximo com doença isquêmica do coração, devem ter cuidados dobrados”, destaca.

Além disso, manter o hábito de uma avaliação rotineira de consultas médicas, possibilita o diagnóstico precoce, e, caso seja detectada alguma alteração, o tratamento e acompanhamento deve ser iniciado. O ideal é que, a partir dos 40 anos, o homem realize exames de sangue, eletrocardiograma (ECG) e teste ergométrico de seis em seis meses, possibilitando diagnosticar precocemente quase todo tipo de doença cardiológica. “Para os que pertencem ao ‘grupo de risco’ isso deve começar antes dos 40 anos”, conclui Kubrusly.

Distúrbios urológicos – Não são só os problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial que afetam a saúde masculina. Os homens também são vítimas de distúrbios urológicos. O médico Osni Silvestri, urologista e gerente médico do Hospital VITA Curitiba, conta que as doenças mais frequentes são a hiperplasia prostática (aumento da próstata), o câncer de próstata, a litíase urinária (pedras nos rins) e a impotência sexual. Para detectar essas alterações, são recomendados alguns exames: PSA (antígeno prostático específico), função renal, glicemia, exame de urina e dosagens hormonais, os quais devem ser feitos uma vez por ano.

Segundo Silvestri, mesmo com o fácil acesso às informações, ainda há uma certa resistência masculina na realização de consultas preventivas. O fato de procurar um médico somente quando se está com algum sintoma, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico tardio, dificultando o tratamento. O médico explica que se identificado na fase inicial (quando ainda não apresenta sintomas claros), o tratamento do câncer de próstata é mais simples e com grande possibilidade de cura.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. A doença mata um homem a cada 15 minutos e ocorrem cerca de 50 mil casos por ano. Também é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% das ocorrências no mundo aparecem a partir dos 65 anos. Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. “A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais e ameaçar a saúde do homem”, alerta.

Fonte: Centro Universitário São Camilo

‘O câncer nasce na alma’ – Entrevista com Milene Voigt, uma das milhares de mulheres com câncer de mama no Brasil.

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A última segunda-feira do Inverno de 2016 estava bem comum e maçante até 16h, quando encontramos com a mãe do Dimitri na confeitaria Bella Catarina, em Balneário Camboriú. A pauta era séria, dramática para muita gente, mas em poucos minutos ganhou ares mais leves e até surpreendentes. Com um largo sorriso no rosto – típico dela –, Milene Voigt recebeu a reportagem da Anjos do Lar para falar sobre o câncer de mama que descobriu há quase seis meses. Em pouco mais de uma hora de conversa esta mulher direta e divertida de 38 anos mostrou que não gosta de dramatizar sua condição, mas a respeita. Apesar de consciente dos desafios que têm pela frente na luta contra a doença ela não desanima e pede o mesmo aos amigos e familiares. Confira neste bate-papo como nossa amiga Milene lida com essa batalha que não é só dela, mas de milhares de mulheres que protagonizam a campanha Outubro Rosa. Respire fundo, confira e reflita!

Anjos do Lar: O que passa pela cabeça no momento em que se recebe o diagnóstico de câncer?

Milene Voigt: Morte. Desespero. A primeira coisa que você faz é contar para alguém. Eu contei pra minha irmã Aline. Aí então fui confirmar se era câncer mesmo. O diagnóstico veio, era câncer. Então respirei fundo e fui me tratar. É preciso encarar porque tem cura, tem solução. Quando se descobre cedo, tem cura.

Anjos do Lar: Você descobriu sozinha, pelo autoexame, ou detectou pela mamografia?

Milene Voigt: Descobri sozinha, através de autoexame feito após o banho. No ano anterior, havia feito mamografia, mas, ainda assim, de um dia para o outro, passando óleo no meu corpo, senti um nódulo. Pensei: será que meu filho me bateu durante a noite? Não. Era câncer. Isso foi numa quinta-feira e na segunda-feira seguinte fiz os exames para confirmar. Em apenas três meses eu estava na quimioterapia. Foi tudo muito rápido porque ele começou a se movimentar neste meio tempo, o que exigiu agilidade.

Anjos do Lar: Você tinha uma rotina de exames preventivos? Com que frequência ia ao médico e que exames costumava realizar?

Milene Voigt: Sempre fiz todos os exames preventivos indicados. Ano após ano. Nunca fui relapsa com isso. Mas, pelo visto, tinha que ser assim. Foi meu ‘presente de aniversário’ deste ano. Descobri a doença na semana do meu aniversário, naquele feriado de 21 de abril. A princípio, havia a intenção de fazer com urgência a cirurgia de remoção bilateral das mamas, mas nos dois meses em que fiz os exames pré-operatórios o câncer andou, saindo da mama para os linfonódulos, aí então optamos por segurar a cirurgia e fazer o tratamento antes. Depois do tratamento vou fazer a cirurgia de remoção total das duas mamas como medida preventiva. Vou colocar prótese nas duas. A recuperação é ruim, mas sei que ali nunca mais terei nada e posso seguir minha vida.

Anjos do Lar: Há histórico de câncer na família? Seja de mama ou não?

Milene Voigt: Temos na família um caso de câncer de mama com minha avó paterna, que removeu a mama aos 82 anos. A questão é que a relação com a avó paterna não tem muito impacto genético no meu caso. O problema seria se fosse com minha avó materna. Na família da minha mãe há caso de câncer também, mas não de mama.

Anjos do Lar: Há quem diga que câncer é a tristeza das células. Isso faz sentido para a sempre alegre Milene?

Milene Voigt: (Pausa). Então. Eu acho que cânceres são coisas que a gente guarda. Palavras não ditas, emoções não compartilhadas. Coisas que a gente vai aguentando no decorrer da vida da gente que nos fazem ficar triste. Isso causa câncer. Quando você não se abre e guarda tudo pra si, se achando a dona do mundo, achando que é forte e tudo vai passar, que está tudo bem, a doença nasce. Se você não se abre, não compartilha seus sentimentos e angústias, não trata seu emocional, a dor reverbera em você de alguma forma, virando mágoa e depois câncer. No meu caso houve o impacto da separação, que me deixou sozinha com um filho pequeno. Aí veio o julgamento da família…dos amigos. As críticas. As pessoas não sabem o que está passando pela sua cabeça e, muitas vezes, dizem coisas que magoam profundamente. Quando você não lida bem com isso, não busca ajuda, pode desencadear a doença. Tenho certeza que a doença é emocional. E, no meu caso, de mama, a doença me parece estar totalmente associada a esta relação homem-mulher.

Anjos do Lar: A palavra ‘morte’ ronda os seus pensamentos? Você sente medo?

Milene Voigt: Não. Pensei nela apenas no momento em que descobri a doença. Hoje não.  De câncer eu não vou morrer. Pelo menos não de mama e não agora. O pensamento de morte está bem longe de mim. Não vejo isso. Não sinto isso. Não me sinto doente. Não sinto a morte. Não sinto medo. A princípio, aquela palavra assustadora (câncer) me apavorou. A palavra maldita que muita gente nem pronuncia. A verdade é que a morte vai acontecer para todo mundo, mas a minha não está associada a esta fase que estou passando hoje. Tenho certeza.

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Anjos do Lar: Você está demonstrando muita confiança e naturalidade. De onde vem toda essa força?

Milene Voigt: Do crescimento. A gente tem que entender e aceitar nossa condição neste momento. A primeira coisa que devemos fazer é aceitar, depois devemos entender que por alguma razão temos que passar por isso. Aí então, devemos passar pela doença com muita força. A força precisa ser sua, interior. Todos fazem a sua parte, a família, os amigos, mas a grande força é sua. É preciso levantar a cabeça e fazer o tratamento sem depressão e tristeza. Sem ‘mimimi’. Eu sempre fui assim, com tudo. Não é diferente agora. O que tem que ser tem que ser.  Vamos encarar. Vai doer, vai ficar careca, vai passar por um processo, vai ficar um tempo em casa, mas é isso. Sem drama!

Anjos do Lar: Qual o papel da sua família neste processo e como estão lidando com tudo?

Milene Voigt: Para a minha família foi um pouco mais difícil. Eles ficaram mais impactados do que eu. Sentiram bastante. Eu não me sinto doente, não vejo a doença, não tenho dor ou mal-estar… estou bem, apesar de um pouco mais abatida. Isso me fez e me faz lidar melhor com tudo. Mas agora eles estão melhores, lidando mais tranquilamente com todo o processo. Estão otimistas e me dando muito apoio. Ninguém está depressivo lá em casa.

Anjos do Lar: Seu filho Dimitri tem apenas 4 anos. Ele está ciente do processo? A relação de vocês mudou com a doença?

Milene Voigt: A primeira coisa que pensei quando descobri foi: como vou fazer para tirar o Dimitri da minha cama (rss)? Afinal, eu teria que operar e não poderia dormir com ele. Aí então comecei a explicar que a mamãe tinha uma bolinha no peito e que teria que tirá-la. Ele me fez perguntas. No fim das contas, ele entendeu que a mamãe estava doente, que tinha um cateter no peito que ele chama da ‘cateta’. Ele entendeu que esse cateter leva remédio para o corpo e que a mamãe fica meio abatida às vezes em função disso. Mas não escondemos nada dele. Na verdade, as pessoas descobrem que você tem câncer por causa da careca. Se não fosse isso, nem saberiam. Uma das minhas preocupações com relação a ele era não traumatizá-lo quando ficasse careca. É um impacto para qualquer um, imagine para uma criança! Aí me veio a ideia. Decidi que ele iria cortar meu cabelo. Decidi fazer de uma forma lúdica para que ele participasse do processo desde o início. A questão ali era não fazer com que ele sentisse medo da mamãe dele simplesmente pelo fato de ela ser diferente das outras mamães. Aí fomos ao shopping, ele cortou o cabelo dele e depois passou a máquina no meu. Ele detonou o meu cabelo (rsss). A alegria dele foi incrível. Resumindo, ele está sabendo de tudo e lidando com muita naturalidade.

Anjos do Lar: O câncer, especialmente o de mama, é particularmente cruel com as mulheres, uma vez que além do sofrimento que causa afeta também a autoestima. Como foi pra você ficar careca e como lida com o fato de perder a mama?

Milene Voigt: Eu não tenho problema com isso. Não tenho problema com o que os outros pensam sobre mim. E olha que quando saio na rua as pessoas olham, julgam. Eu prefiro sair careca do que usar lenço. Acho que o lenço dá a ideia de fragilidade. Tentei, num primeiro momento, usar aquela toca que mantém os cabelos. Mas não deu. Era incômoda e trabalhosa. Aí então aceitei minha condição e fiquei careca. E vamos lá (rss)! Vamos colocar brinco, batom e tudo mais. Quem quiser olhar e julgar, fique à vontade. Sobre tirar as mamas e usar prótese, sem problemas também. Até gosto da ideia de ficar com os peitos lindos (rsss). Tenho algum receio do pós-operatório, mas só isso.

Anjos do Lar: Você conversa com outras pacientes sobre o momento que estão vivendo? Como as mulheres estão lidando com o câncer hoje em dia? Você acha que há muito medo ainda?

Milene Voigt:  O lugar onde faço quimioterapia é ótimo. As meninas são legais, tentam nos animar. Há sempre psicólogos no local. É bem tranquilo pra mim. Vejo que algumas pessoas sofrem mais do que eu porque não podem usar o cateter. Receber a medicação na veia é complicado, é muito agressivo. Acaba sendo mais dolorido e pode causar náuseas e vômito. Fora isso, vejo que há muito drama e problema de estima por conta da careca. Também vejo muita gente dando vazão à carência que já tem por conta do câncer. Afinal, quem não quer dar colinho para alguém com câncer? Mas é muito difícil pra mim julgar, pois não sinto nada disso e sou naturalmente uma pessoa otimista e descompromissada com o êxito.

Anjos do Lar: A rotina médica é muito complicada? Descreva.

Milene Voigt: Apesar de estar me sentindo muito bem, tive que me afastar do trabalho durante o tratamento. Ficarei 16 meses fora. É complicado conciliar a rotina de exames, consultas e quimioterapia com o trabalho. Hoje, faço um exame de sangue, uma consulta médica e uma sessão de quimioterapia a cada 21 dias. Não tomo nenhum outro medicamento fora da quimioterapia, mas preciso ficar em observação mesmo assim depois do procedimento. A quimioterapia vermelha acaba no fim do ano, a branca em abril do ano que vem, quando farei a remoção, mas terei que me tratar por 2 anos ao todo.

Anjos do Lar: Como você avalia o atendimento médico na região?

Milene Voigt: Minha experiência é extremamente positiva. Estou fazendo quimioterapia na Neoplasias Litoral e estou bem satisfeita. Tenho tudo ao meu alcance em Balneário Camboriú e Itajaí com meu plano de saúde. Não preciso sair daqui para nada. Acompanhei uma amiga que está se tratando pelo Unacon e vi que não é igual. Mas não posso avaliar o SUS.

Anjos do Lar: Apesar de estar no início do tratamento, tem conhecimento sobre as várias possibilidades de tratamento alternativo? Como as avalia?

Milene Voigt: Estou fazendo exatamente o que o médico manda em termos de tratamento, mas estou cuidando do lado espiritual também, pois como já disse, o câncer nasce na alma.  Mas uma coisa não exclui ou atrapalha a outra. Acho que fortalecer a fé ajuda no tratamento. Já fiz quatro cirurgias espíritas e sinto que elas me ajudaram muito. Fora isso não experimentei nada.

Anjos do Lar: Que hábitos de vida você mudou em função do diagnóstico e como está sendo essa mudança na sua cabeça e organismo? Alimentação, exercícios, vida social, enfim.

Milene Voigt: Muita coisa muda, mas na cabeça. A gente tem que mudar, né?! A forma como você vê as coisas e a qualidade dos seus pensamentos mudam bastante. É bom passar a ver quantas coisas boas a gente tem e nem percebia. Eu estou em casa, cuidando das minhas coisas, do meu filho, passando mais tempo com minha família. Isso faz pensar muito. Mas, fora isso e o afastamento do trabalho, minha vida está igual. Inclusive a alimentação, que era boa. Não estou me privando de quase nada, vida normal. Não tomo sol por causa da medicação, que pode causar queimadura interna, mas só isso.

Anjos do Lar: A bela Milene Voigt será a mesma depois de encerrar essa batalha?

Milene Voigt: Não (silêncio). Não tem como. Vou ser bem melhor! Quando se passa pelo que estou passando você enxerga tanta coisa boa na vida. Você percebe que se incomoda com coisas pequenas, mediocridades. Você descobre que o que interessa mesmo, o que faz sentido, é sua família, seu filho e seus amigos. O resto é resto! A gente corre atrás de tanta coisa sem necessidade, achando que precisa disso e daquilo. Pra quê? Você precisa estar bem! Não tem como passar por esta fase sem um grande aprendizado. E imagino que o aprendizado seja ainda maior para quem sente dor, passa mal e não tem plano de saúde. Eu saí da zona de conforto e mudei meus objetivo. Minha vida parou e vai recomeçar. E acho que tudo tem um porquê. Penso que isso tudo veio para que eu parasse um pouco o que estava fazendo para repensar valores e prioridades. Corremos muito, tentamos agradar a todos e esquecemos de nós. Pra quê? Não. Não vou entrar nessa e sair da mesma forma.

Anjos do Lar: Que mensagem você gostaria de deixar a outras pacientes ou a qualquer pessoa que vai ler esta entrevista?

Milene Voigt: É preciso ser forte! Entenda que você tem um problema e vai superá-lo, se for do seu merecimento. Não será fácil, pode haver algum sofrimento e desconforto, mas vamos tocar a bola pra frente sem reclamar tanto da vida. Sem perguntar o tempo todo ‘por que comigo?’. Pense que você precisa deste aprendizado. Não se veja como vítima, como coitadinha. Pense que isto pode acontecer com qualquer pessoas e o único jeito é encarar. Aceitar torna o processo mais fácil e isso serve para qualquer outra dificuldade. Não faça drama nem se sinta diferente. Levante a cabeça e cuide da qualidade dos seus pensamentos e palavras, pois a mente é quase mais forte que o tratamento em si. E lembre-se: se você ficar fechada num quarto chorando a doença não vai embora. Portanto, levante a cabeça, sacuda a peruca e vamos encarar tudo com pensamento positivo!

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Fotos: Fernanda Arruda