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Brasileiras desconsideram sintomas dos distúrbios da tireoide

 

Quando a tireoide trabalha demais (hipertireoidismo) ou de menos (hipotireoidismo), provoca uma confusão no organismo. O problema é que nem todo mundo sabe que os hormônios produzidos por essa glândula determinam o ritmo de diversos processos que ocorrem no corpo, como mostra um estudo realizado este ano pela Censuswide a pedido da Merck, uma empresa farmacêutica alemã.

Isso porque, após a análise de 6.171 questionários respondidos por mulheres de sete países (Arábia Saudita, Brasil, Chile, França, Indonésia, Itália e México), os pesquisadores observaram que 49% das voluntárias não associavam, por exemplo, insônia e sonolência ao funcionamento da tireoide. Para elas, esses desgastes eram resultado da correria do dia a dia.

A tireoide das brasileiras

Os números registrados por aqui merecem atenção especial. Embora a maioria das 1.003 entrevistadas do nosso país tenha associado disfunções na tireoide a sintomas mais clássicos — como alterações de peso (81%), cansaço excessivo (67%) e ansiedade (57%) — outras consequências foram deixadas de lado. A falta de concentração só foi ligada a encrencas nessa glândula por 35% das brasileiras e a dificuldade para se sentir motivado, por 43%.

Para piorar, mudanças repentinas na menstruação, insônia, dificuldade para engravidar, se concentrar ou evacuar e perda progressiva da audição foram citadas como “problemas do cotidiano com os quais devemos conviver” por 22%, 20, 30%, 22%, 18%, 27% das participantes, respectivamente.

“Esse tipo de distúrbio é de cinco a 10 vezes mais comum entre as mulheres”, estima Laura Ward, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), de São Paulo. “Acredita-se que essa prevalência tenha origem genética ou hormonal. No entanto, ainda é cedo para eleger uma causa”, completa.

Mesmo que os sintomas do hiper e do hipotireoidismo também possam ser ocasionados por estresse ou outros fatores, negligenciar a possível relação com uma doença é perigoso. Ao notar sinais suspeitos (elencamos alguns abaixo), vale a pena investigar sua origem, principalmente se eles forem persistentes. Há tratamentos que podem controlar o problema e, assim, devolver a qualidade de vida de seus portadores.

Sintomas de hipotireoidismo

  • Fadiga
  • Constipação
  • Ganho inexplicável de peso
  • Sensibilidade exagerada ao frio
  • Inchaço no rosto
  • Pele ressecada
  • Fraqueza, dor, sensibilidade ou rigidez muscular
  • Esquecimentos ou dificuldade de se concentrar
  • Desânimo
  • Alterações no ciclo menstrual

Sintomas de hipertireoidismo

  • Insônia
  • Diarreia
  • Perda inexplicável de peso
  • Suor excessivo
  • Ruborização da pele
  • Olhos saltados
  • Taquicardia (mais de 100 batimentos por minuto)
  • Ansiedade, irritabilidade ou nervosismo
  • Hiperatividade
  • Alterações no ciclo menstrual

Fonte: Revista Saúde

→ Confira outra matéria sobre o tema com o dr. Carton Murilo Lopes.

Tireoide equilibrada, organismo regulado

 

O diretor técnico da Anjos do Lar, Carton Murilo Lopes, esteve no jornal A Voz do Povo, da Rádio Conexão FM, onde falou com os ouvintes sobre as doenças da tireoide, glândula em formato semelhante ao de uma borboleta que fica localizada na região do pescoço e tem a função de regular o organismo. O tema é de extrema importância por que os hormônios produzidos pela tireoide (T3 e T4) regulam desde as mínimas funções cerebrais até aquelas relacionadas ao intestino e aparelho genital.

Doutor Carton explica que este órgão importante do corpo humano envolve vários problemas e doenças autoimunes, mas dois são mais comuns: problemas de função e nódulos. Ambos podem ser diagnosticados com exames laboratoriais e em alguns casos é necessário um ultrassom ou outro exame complementar. O exame clínico com um profissional habilitado também é fundamental!

As mulheres são mais acometidas pelas doenças de tireoide, mas a menopausa não tem nenhuma ligação com elas. Os homens também são afetados, numa proporção de 1 para 5 mulheres.

Problemas de função

Os problemas de função ocorrem quando a glândula está lenta ou muito rápida, produzindo muito ou pouco hormônio. Esse desiquilíbrio causa hipotireoidismo, no caso de pouca produção, ou hipertireoidismo, no caso de muita produção.

O tratamento, nestes casos, é com medicação. No caso do hipotireoidismo, é preciso repor o hormônio não produzido para regularizar o dia a dia do organismo. No caso do hipertireoidismo é preciso medicar para frear o hormônio.

Importante salientar que a dosagem e o tipo de medicação para regular essa disfunção hormonal mudam caso a caso, conforme o estágio da doença e a idade do paciente. Portanto, não pode se automedicar, combinado?!

Quais são os sintomas do hipotireoidismo?

  • Sono;
  • Preguiça;
  • Cansaço;
  • Queda de cabelo;
  • Pele seca;
  • Unha fraca;
  • Intestino preguiçoso.

Quais são os sintomas do hipertireoidismo?

  • Emagrecimento;
  • Coração acelerado;
  • Suor excessivo;
  • Diarreia.

Como prevenir?

  • Com hábitos de vida saudáveis que aumentem a imunidade:
  • 8h de sono por dia;
  • Alimentação regular sem muito industrializado ou agrotóxico;
  • 150 minutos de atividades física por semana.

Nódulos

Quando o exame clínico identifica nódulos (caroços) na tireoide é importante certificar-se de que são benignos e monitorá-los. A maioria deles é benigno. Importante salientar que nódulo não é câncer ou tumor!

Um ultrassom pode dar essa resposta, na maioria das vezes, mas se preciso são solicitados outros exames e, em último caso, é feita uma biópsia.

Se o nódulo está se comportando bem, basta acompanhar essa evolução. Caso ele evolua, com suspeita de malignidade, talvez seja necessário retirá-lo com cirurgia. A partir de então, basta tomar medicação para repor os hormônios, já que a ‘fábrica’ não existe mais.

Importante salientar que essa avaliação deve ser feita por médico habilitado e os exames devem ser feitos em laboratório confiável para evitar a evolução da doença, já que os exames de tireoide são tão específicos.

Recomendações importantes!

  • Mantenha hábitos de vida saudáveis;
  • Não se automedique jamais;
  • Faça checkup com exames de perfil hormonal anualmente;
  • Busque avaliação de profissional desta área;
  • Não pesquise na internet, fale com um médico!

Mais perguntas

Mande suas perguntas ou sugestões de pauta para nós pelo email assessoria@anjosdolar.com.br ou pelo whatsapp 99758-0385! Podemos incluir sua dúvida em uma próxima participação no jornal A Voz do Povo. O programa vai ao ar todos os dias, das 7h às 9h, sob o comando da dupla PC e Peeter Lee Grando. A Anjos do Lar faz algumas participações especiais para falar sobre saúde nas terças-feiras, às 8h. Acompanhe a gente e participe!

Sábado é o Dia D contra a gripe

Neste sábado (12 de maio), será o Dia D da campanha de vacinação contra a gripe. A dose, que protege contra o vírus influenza A (H1n1 e H3N2) e o B, está disponível para a população-alvo em todos os postos de vacinação do País desde o dia 23 abril, mas neste sábado todos os postos ficarão abertos para chamar as pessoas à prevenção.

A geriatra da Anjos do Lar, doutora Thaís Barreto Teixeira, esteve ontem no jornal A Voz do Povo, da Rádio Conexão FM, onde falou com os ouvintes sobre a importância desta 20ª campanha nacional, que encerra dia 1º de junho, desmitificando ideias errôneas sobre a vacina.

Segundo a médica, a gripe causada pelo vírus influenza A não é simples, não passa rápido. As estatísticas comprovam que ela aumenta os índices de hospitalização, com casos graves de pneumonia e quadro bacteriano, e pode matar – como ficou evidente na pandemia de 2009.

Em contrapartida, quem está imunizado pela vacina fica livre destes perigos. A doutora Thaís explica para quem ainda tem preconceito que a vacina não é composta pelo vírus vivo, mas sim inativado, para que possa gerar um processo imunológico de defesa no organismo.

Algumas pessoas apresentam, sim, algumas reações adversas, mas os índices são baixos e nem chegam perto dos perigos da gripe, que podem causar quadro de insuficiência respiratória grave.

Quais são os sintomas da gripe causada pelo influenza A?

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, mas são mais intensos:

  • Febre súbita e alta;
  • Dor generalizada e forte no corpo;
  • Obstrução nasal e coriza;
  • Prostração.

Importante: o período de maior transmissão é 24 horas antes e até 3 dias após a febre alta.

Como posso me prevenir contra ela?

  • Lavando bem as mãos, sempre;
  • Usando lenço descartável, e não de tecido;
  • Evitando lugares fechados;
  • Evitando lugares com aglomeração;
  • Mantendo janelas abertas.

Quem pertence ao grupo especial e pode ser vacinado de graça nos postos de saúde?

  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Crianças de 6 meses ou com menos de 5 anos;
  • Trabalhadores da área de saúde;
  • Professores de escolas públicas e privadas;
  • Povos indígenas;
  • Gestantes;
  • Mulheres puérperas (45 dias pós-parto);
  • Pessoas privadas da liberdade (presos ou adolescentes de 12 a 21 anos que passam por medidas socioeducativa);
  • Equipe do sistema prisional;
  • Pessoas com doenças crônicas e de base (transplantados, ex-AVC, diabéticos, doença renal, neurológicas).

A doutora explica que no caso de pessoas com doenças de base, basta estar cadastrado no sistema público de saúde pela doença ou mostrar prescrição médica, indicando o caso. Já profissionais da área da saúde ou professores precisam comprovar a relação de trabalho.

Cuidado!

Quem tem alergia grave à proteína do ovo e da galinha deve cuidar. Neste caso, recomenda-se ir a um hospital para avaliar se há reação anafilática durante a vacinação.

Pessoas que não se enquadram nos grupos especiais e querem se vacinar devem procurar clínicas particulares.

Como vai funcionar a vacinação em Balneário Camboriú e Camboriú?

Em Balneário Camboriú, 100% da população-alvo foi imunizada em 2017. A meta deste ano é aplicar 32 mil doses, sendo 13.381 nos idosos.

A campanha começou dia 23 abril e encerra dia 1º de junho, com vacina disponível para os grupos especiais em qualquer posto de saúde.

Idosos

Idosos podem se vacinas nos postos de saúde e também na Secretaria da Pessoa Idosa, toda quarta-feira durante este mês de maio.

Em Camboriú

Os postos de saúde de Camboriú disponibilizam a vacina de segunda a sexta, das 8h00 às 11h45min e das 13h30 às 16h45min.

Há vacinação também no Centro de Diagnóstico e Tratamento (Cedit), das 14h às 16h30min.

Em Santa Catarina, o objetivo é vacinar 1,68 milhão de pessoas, o que representa 90% da população-alvo.

Importante: em função da facilidade de mutação genética, é preciso refazer a vacina todo ano. O tempo de ação e proteção dela é de apenas 6 meses a 1 ano.

Mande sugestões e nos acompanhe!

Mande suas perguntas ou sugestões de pauta para nós pelo email assessoria@anjosdolar.com.br ou pelo whatsapp 99758-0385! Podemos incluir sua dúvida em uma próxima participação no jornal A Voz do Povo. O programa vai ao ar todos os dias, das 7h às 9h, sob o comando da dupla PC e Peeter Lee Grando. A Anjos do Lar faz uma participação especial para falar sobre saúde nas terças-feiras, às 8h. Acompanhe a gente e participe!

 

Mude alguns hábitos e fuja das infecções

Você sabia que mais de 1 milhão de pessoas morre todos os anos em decorrência de infecções hospitalares? No Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as infecções hospitalares atingem mais de 10% dos pacientes internados, por isso a Anjos do Lar atua fortemente na desospitalização de pacientes que já podem ser tratados em casa ou em ambulatório especializado.

Mas as infecções não ocorrem apenas nos hospitais, nossa casa também oferece muitos perigos, por isso é preciso se prevenir. Uma infecção bacteriana, por exemplo, pode ser leve ou grave, podendo até ser fatal. Elas podem afetar a pele, o sangue, um órgão específico ou o trato gastrointestinal.

Para complicar mais, o número de pessoas que tem resistência a antibióticos aumenta ano após ano. Sendo assim, se você achar que pode estar infectado, procure um médico urgente! A boa notícia é que com algumas estratégias simples e com uma pequena mudança de hábitos é possível diminuir as chances de pegar uma infecção bacteriana. Saiba como:

Lave as mãos com frequência. Lavar as mãos é um passo essencial para evitar o contágio. Não deixe de fazer isso depois de espirrar ou tossir e também várias vezes ao dia. Outros momentos em que se deve lavar as mãos são:

  • Antes e depois de preparar alimentos;
  • Antes e depois de cuidar de alguém doente;
  • Antes e depois de tratar uma ferida na pele;
  • Depois de usar o banheiro ou de trocar fraldas;
  • Depois de encostar no lixo;
  • Depois de tocar, alimentar ou recolher as necessidades de um animal de estimação.

Use uma boa técnica para lavar as mãos. A técnica certa ajuda a potencializar a higienização. Use um sabonete antibacteriano a água morna. Molhe as mãos e ensaboe-as, esfregando uma na outra por pelo menos 20 segundos. Faça fricção para eliminar as bactérias presentes na pele. Não se esqueça de limpar a parte de baixo das unhas e a região entre os dedos. Em seguida, enxágue o sabão com água morna e seque bem as mãos com uma toalha limpa.

Limpe objetos muito usados na sua casa e no local de trabalho. Você pode diminuir o número de bactérias no ambiente mantendo certos objetos limpos.

Evite aproximação com pessoas doentes. É impossível saber quando alguém tem só um resfriadinho comum ou algo mais sério. Por isso, é melhor evitar a proximidade de qualquer forma.

Aprenda mais sobre bactérias intestinais perigosas. Há várias bactérias que podem proliferar no trato gastrointestinal e causar infecções de graus variados.

Informe-se a respeito do recolhimento de produtos alimentícios e de água. Algumas vezes os alimentos e a água podem ficar contaminados em determinadas regiões, portanto é importante informar-se para evitar o consumo deles.

Mantenha as mãos limpas ao preparar alimentos. Lavar as mãos é um passo importante na prevenção de infecções bacterianas dentro e fora da cozinha. Você sempre deve fazer isso antes e depois de lidar com a comida, principalmente depois de usar o banheiro ou trocar fraldas se você for começar a cozinhar em seguida.

Lave e cozinhe bem os alimentos. Essa medida também pode evitar que bactérias prejudiciais entrem no seu organismo. Lave todas as frutas e legumes antes de consumi-las e cozinhe bem os produtos de origem animal para se poupar de problemas com bactérias. Evite comer carnes cruas ou malpassadas e ovos com gema mole ou crus.

Cuidado com o botulismo. Não consuma nenhum alimento com um cheiro desagradável ou cuja lata esteja estufada. Esses são sinais de botulismo, uma doença causada por uma bactéria extremamente perigosa que pode até ser fatal se ingerida.

Ter saúde é adotar hábitos saudáveis e ser feliz

Você já está cansado de ouvir que precisa se cuidar e focar na prevenção, mas hoje, Dia Mundial da Saúde, decidimos lembrar você dos principais fatores que preservam sua saúde, garantindo longevidade e qualidade de vida. Quem vai nos ajudar nessa tarefa é o diretor técnico da Anjos do Lar, dr. Carton Murilo Lopes. Confira neste breve bate-papo com o médico quais são os principais cuidados que você deve ter no dia a dia para ser mais saudável e feliz: 

  1. Anjos do Lar: A vida moderna gera muito estresse e correria. Como exatamente isso afeta a nossa saúde?

Dr. Carton Murilo Lopes: A vida moderna pode afetar e muito com a facilidade, comodidade. Usa-se menos o corpo e mais a mente. A tecnologia, quando usada em excesso, nos impede de sair e mexer o corpo. Andamos muito de carro, comemos rápido e usamos muito o controle remoto, gerando estresse pelo não uso de válvulas de escape importantes como a atividade física.

  1. AL: E qual o papel da alimentação na nossa vida?

Dr. Carton: Alimentação é primordial para a vida em todos os sentidos, para isso recomenda-se o hábito de uma alimentação saudável, se possível com orientação profissional. Quem não cuida pode desenvolver muitas doenças.

  1. AL: Que alimentos deveriam ser riscados do cardápio e quais precisam ser mais consumidos?

Dr. Carton: Os alimentos mais distantes da natureza e mais próximos da manipulação humana devem ser evitados, como embutidos e enlatados por exemplo. É sempre melhor chupar uma laranja do que compra um suco de caixinha. A regra é desembalar menos e descascar mais!

  1. O senhor aprova o uso de vitaminas e suplementações?

Dr. Carton: Vitaminas e Suplementos não devem ser consumidos sem orientação médica. Você pode não estar precisando do que toma, tendo assim um gasto desnecessário e abrindo as portas para um possível mal maior.

  1. AL: Cuidar das emoções e da mente ajuda o corpo?

Dr. Carton: O emocional é muito importante, pois muitas doenças podem ter origem psicossomáticas. O bem-estar mental melhora a imunidade e favorece o controle de muitas doenças.

  1. AL: É verdade que certos alimentos e emoções negativas podem causar câncer?

Dr. Carton: Sim, causam câncer, como no caso dos agrotóxicos e embutidos, o que chamamos de desreguladores endócrinos, porém a parte emocional não é uma causa, e sim um agravante, quando está abalada.

  1. Por que precisamos de 2 a 3 litros de água?

Dr. Carton: O cálculo é simples: multiplique seu peso por 30, aí terá uma média de quanto deve consumir de água por dia. Sem água não vivemos, não filtramos nosso sangue e não possibilitamos o funcionamento de todo nosso organismo.

  1. AL: Até que ponto a falta de sono nos afeta, atingindo o corpo e a qualidade de vida?

Dr. Carton: Sono irregular afeta e muito nossa vida, desde o aparecimento de doenças, alterações de memória, riscos de acidentes e descontrole hormonal. Esses são apenas alguns exemplos do que o mal sono pode causar. Em média, precisamos de 8h de sono, sem isso fica difícil ter uma boa saúde física e mental.

  1. AL: Sempre ouvimos que devemos fazer check-up anual. Isso serve para pessoas de qualquer idade ou condição?

Dr. Carton: Nosso corpo é como um carro, você tem que fazer as revisões para ele não quebrar. Não vale a pena esperar dar um problema para depois procurar ajuda, por isso recomenda-se fazer visitas ao médico pelo menos uma vez ao ano.

  1. AL: Qual a sua opinião sobre as medicinas alternativas e integrativas?

Dr. Carton: Medicinas alternativas e integrativas podem ser uma boa opção, porém com supervisão médica, pois só é benéfico aquilo que tem comprovação científica baseado em evidência. Mas toda ajuda é bem-vinda, desde que seja supervisionada.

  1. AL: Por que os exercícios físicos são tão importantes? Podemos escolher a modalidade a ser praticada à vontade?

Dr. Carton: Exercício é de suma importância para todas as idades, mas não saia por aí querendo ser um atleta para a próxima Olimpíada. Consulte um profissional da área e veja aquilo que é melhor para sua idade e biotipo.

  1. AL: Receitas caseiras podem ajudar na saúde ou é melhor ter cuidado com elas? Nossos avós abusavam delas.

Dr. Carton: Receitas caseiras da avó podem ajudar, mas antes pergunte a seu médico. Não é por que é natural que não pode fazer mal.

 AL: Como o senhor vê a automedicação e os diagnósticos feitos pelo dr. Google, mesmo em casos simples?

Dr. Carton: Automedicação, entenda como proibido. Você pode até tentar se informar pela internet, mas não tome nenhuma conduta sem falar com o seu médico.

  1. AL: A tecnologia avança a cada dia e as novidades médicas não param. O que há de novo surgindo do mercado que merece destaque?

Dr. Carton: Tecnologia quando bem usada é bem-vinda, nisso estamos bem servidos, mas infelizmente não está ao alcance de todos. Existem muitas coisas das quais a população pode ser beneficiada, como: medicina robótica, exames de imagem em 3D, pesquisas de células tronco, entre outros. Tudo isso é muito benéfico à vida, porém são complementares ao médico.

  1. AL: Quais os principais erros cometidos pelas pessoas nos cuidados com a saúde?

Dr. Carton: Principal erro seria não procurar ajuda médica, ou de outros profissionais da saúde, se automedicar e até mesmo se auto curar, como se auto condenar. Não fique no ‘achismo’, procure orientação profissional, garanto que não irá se arrepender!

  1. AL: O custo com tratamento e maior que o custo com prevenção? Há estatísticas sobre isso?

Dr. Carton: O Brasil ainda é pobre em estáticas, quando comparado aos Estados Unidos, por exemplo. Também não investimos o necessário em pesquisa. Prevenção é investimento, não gera custo, gera economia. Gasta-se mais resolvendo problemas do que os evitando, infelizmente.

  1. AL: O brasileiro está vivendo mais, o que exige certos cuidados para ter qualidade de vida. Quais seria a receita para viver mais, com saúde e qualidade de vida?

Dr. Carton: Recomenda-se que você tenha oito horas de sono em média, alimentação saudável e atividade física de pelo menos 150 minutos por semana, assim você deixa sua imunidade pronta para te defender. Mas o mais importante é tentar viver uma vida que te faça feliz, os hábitos saudáveis irão te proporcionar isso, leve isso adiante e compartilhe a ideia com quem você ama. Seja feliz!

 

Você sabe o que faz e quando deve procurar um infectologista?

A Infectologia é a especialidade médica que aborda as doenças infecciosas e parasitárias, sejam estas causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários ou outros microorganismos. Entenda melhor essa especialidade e, em breve, você poderá procurar a Anjos do Lar para uma consulta:

O infectologista

O infectologista é o médico especialista no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes acometidos por doenças infecciosas. Atualmente as doenças infecciosas são responsáveis por grande parte das consultas médicas ambulatoriais e em pronto-socorro.

No entanto, devido à carência de infectologistas em algumas regiões e à falta de informação da população sobre o papel do infectologista, a grande maioria desses pacientes é atendida por médicos de outras especialidades.

Por ser um especialista acostumado a lidar com doenças localizadas nos mais variados órgãos do corpo, em geral o infectologista também tem uma visão global do paciente, também frequentemente exercendo a prática de clínica geral.

O papel do infectologista na Clínica

O Infectologista atua basicamente em 4 grandes áreas clínicas:

  • Diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias
  • Imunizações (Vacinação)
  • Aconselhamento na Prescrição de Antimicrobianos (Uso correto de antibióticos)
  • Controle de Infecção Hospitalar

Quando procurar um infectologista

O desconhecimento sobre o campo de atuação do médico infectologista faz com que, na maioria das vezes, a população procure outras especialidades médicas quando acometida por doenças infecciosas.

Por exemplo, pacientes com suspeita de pneumonia, em geral procuram um pneumologista, com hepatite viral um gastroenterologista, com cistite ou pielonefrite (infecção urinária na bexiga ou rim), um nefrologista ou urologista, com meningite um neurologista, com piodermite (infecção na pele) um dermatologista e assim por diante.

Como as infecções quase sempre acometem preferencialmente um determinado órgão, o paciente intuitivamente procura o especialista responsável pelo tratamento de doenças daquele órgão.

Ocorre que, embora muitos destes profissionais estejam capacitados a resolver o problema, por outras vezes o especialista procurado é especialista no órgão e não no tratamento da infecção do órgão. Assim, não são raros os casos que chegam ao infectologista encaminhados por outros médicos, com atraso diagnóstico ou somente quando já aparecem complicações no tratamento ou pela falta deste.

A seguir, algumas situações nas quais é aconselhável procurar um infectologista:

HIV/AIDS

O acompanhamento de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), também é de responsabilidade do médico infectologista. Atualmente, com as medicações disponíveis, a infecção pelo HIV se tornou uma doença crônica, tal qual a hipertensão arterial ou diabetes, para as quais, não existindo ainda cura, existe excelente controle.

Assim, os pacientes com infecção pelo HIV podem levar uma vida perfeitamente normal e produtiva, como qualquer outro paciente portador de doença crônica, desde que recebam acompanhamento médico adequado.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2002, cerca de 0,5 a 0,8% da população brasileira entre 15 e 49 anos seja portadora do vírus da AIDS. São mais de 600.000 brasileiros infectados, sendo que a cada três portadores do vírus, dois desconhecem estarem infectados. Infelizmente, na maioria dos casos, é feito diagnóstico tardio da doença, conferindo pior prognóstico a esse grupo de doentes.

O Brasil é hoje, sem dúvida, detentor do melhor e mais bem sucedido programa nacional de combate a AIDS do mundo, exemplo para todos os países desenvolvidos. O programa garante medicação gratuita para todos os pacientes com indicação de tratamento, sejam eles acompanhados em serviços públicos ou privados.

O infectologista é o profissional que pode realizar a orientação adequada sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e prognóstico da infecção pelo vírus da AIDS.

Hepatites Virais

As hepatites virais, notadamente as causadas pelos vírus A, B e C, sendo doenças infecciosas, também constituem um dos principais campos de atuação do infectologista.

O tratamento da hepatite viral é fundamentalmente baseado na tentativa de eliminação do vírus da hepatite e/ou da estimulação do sistema imunológico para combater o vírus através de medicações antivirais e imunomoduladoras, não fazendo parte da terapêutica o tratamento do fígado em si.

Nos congressos de infectologia, o diagnóstico e tratamento de hepatites virais sempre ocupa lugar de destaque, de modo a manter a especialidade sempre atualizada neste grupo de doenças cujo tratamento se encontra em constante evolução. Nos centros de formação em infectologia, os ambulatórios destinados ao tratamento de hepatites virais ocupam parte considerável do treinamento do especialista.

As hepatites virais, pela sua alta prevalência na população brasileira, são motivo de grande preocupação em saúde pública. Estima-se que em 2002, cerca de 70% da população brasileira já tenha sido infectada pelo vírus da hepatite A e cerca de 15% pelo vírus da hepatite B. Estima-se também que as hepatites crônicas pelos vírus B e C atingem, respectivamente, 1,5% e 1,0% dos brasileiros, perfazendo mais de 2 milhões de pessoas. Deste total, a imensa maioria é assintomática, muitos sem fator de risco identificável, e se não diagnosticados e tratados, vários podem evoluir para cirrose e câncer hepático.

Entre os portadores do vírus da hepatite C, quase metade é assintomática e não tem qualquer fator de risco, sendo a infecção comumente descoberta em exame sorológico de rotina. Assim, é fundamental que os casos sejam precocemente diagnosticados no período assintomático da doença e, quando indicado, instituído o tratamento correto.

O infectologista é um especialista capacitado a solicitar e interpretar adequadamente os exames sorológicos necessários para o diagnóstico de hepatites virais e realizar o tratamento e acompanhamento dos pacientes infectados.

Febre

O infectologista é, sem dúvida, o especialista com maior familiaridade na investigação e diagnóstico das doenças febris. Estudos apontam que a grande maioria dos pacientes que apresenta febre como principal sintoma tem uma doença infecciosa subjacente. Febre também pode ocorrer no curso de outras doenças, notadamente as reumatológicas e neoplásicas (câncer).

No entanto, como a grande maioria dos casos é devido a doenças infecciosas e pela experiência do infectologista com os diagnósticos diferenciais de doenças febris, este profissional pode, após avaliar o paciente, descartar doença infecciosa e, nesta minoria dos casos, encaminhar o paciente à especialidade pertinente. As febres podem ser prolongadas e muitas vezes a procura pelo infectologista pode ser decorrente da persistência da febre sem identificação do seu foco primário. Muitas vezes um quadro febril pode necessitar de introdução imediata de antibióticos como em infeçcões no sistema nervoso central, meningites e infeçcões no coração.

Fonte: http://www.infecto.org

Diabete antecipa um infarto em 15 anos

Em uma conversa exclusiva com a revista SAÚDE, o cardiologista David Fitchett revelou os riscos que a hiperglicemia prolongada causa ao coração — e o que a medicina tem hoje à disposição para minimizar esses danos. O cardiologista David Fitchett, da Universidade de Toronto (Canadá), é um dos maiores especialistas no mundo na interação entre o diabete e as doenças cardíacas. Nesta entrevista, ele mostra o tamanho da encrenca que o excesso de açúcar no sangue traz ao coração e revela as soluções modernas da medicina para lidar com isso.

Como o senhor se interessou pela relação entre diabete e doenças cardíacas?

Como cardiologista, eu notei que uma grande proporção dos meus pacientes apresentava diabete com impacto na sua doença cardíaca. Pesquisas recentes mostraram que mais de um terço das pessoas com infarto ou angina relatam ter diabete — e se você testar todos, verá que outros 15% tinham esse problema e não sabiam. Além disso, o diabete está associado com uma menor sobrevivência em sujeitos com males cardíacos. Sendo assim, eu fiquei especialmente interessado na prevenção e no tratamento de doenças cardíacas em pacientes com diabete.

Por que o diabete é tão perigoso para a saúde do coração?

Ele resulta em bloqueios da artéria coronária [que irriga o coração com sangue]. Vários fatores estão associados a isso, como inflamação da parede das artérias e maior risco de coagulação do sangue. Isso sem contar que o diabete afeta a função cardíaca, o que aumenta a probabilidade de falhas. Juntando isso, vemos que diabéticos são de duas a quatro vezes mais propensos a desenvolver doença coronária. Eles têm infartos 15 anos antes do que indivíduos sem a enfermidade e possuem um risco 50% maior de morrer por causa de um ataque cardíaco.

Apesar de várias medicações baixarem a glicemia, poucas demonstraram em pesquisas clínicas uma redução de morte por questões cardiovasculares. O senhor poderia comentar um pouco sobre isso?

Apesar de o risco de problemas cardíacos aumentar com o grau de severidade do diabete, nenhum estudo mostrou que, no curto prazo, baixar a glicemia agressivamente previne infarto ou AVC. É possível que um maior período de tratamento seja necessário para reduzir esse tipo de mal. Baixar a glicemia vigorosamente e logo no início do diabete provavelmente vai diminuir mortes relacionadas ao coração. Recentemente, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos apontou preocupações com drogas para o diabete que poderiam aumentar o risco de doença cardíaca e, por isso, passou a exigir estudos de segurança, especialmente em pacientes com alto probabilidade de infartar. Até ano atrás, as cinco drogas avaliadas se mostraram seguras, porém não reduziram o risco de doença cardíaca. Mas um trabalho recente mostrou, em três anos de tratamento, que a empagliflozina na verdade reduziu as mortes por problemas cardiovasculares em 38%. Foi o primeiro estudo a mostrar algo assim. Outros remédios da mesma classe da empagliflozina (antagonistas de SGLT2) estão sendo avaliados em grandes estudos clínicos. Teremos resultados nos próximos dois a quatro anos para saber se a classe como um todo é positiva para o coração. Outras duas drogas, a liraglutida e a semaglutida (agonistas de GLP1) mostraram reduções em complicações cardíacas mais recentemente. É, portanto, possível que mais drogas contra o diabete que minimizam problemas cardíacos sejam identificadas nos próximos anos em decorrências das várias pesquisas em progresso.

O senhor acha que a epidemia de diabete vai piorar ainda? 

Essa epidemia está longe de acabar. O aumento da obesidade e as baixas taxas de atividade física, assim como o envelhecimento populacional, esperamos que a quantidade de pacientes com diabete vai aumentar substancialmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou, em 1985, 30 milhões de adultos eram diabéticos. Em 1995, o número saltou para 135 milhões e, em 2002, para 173 milhões. A mesma entidade projeta que, em 2030, serão 366 milhões de adultos com a doença. De acordo com a Federação Internacional do Diabete, o Brasil está em quarto entre os países com maior número de diabéticos.

Fonte: www.saude.abril.com.br

Tuberculose: causas, sintomas, tratamento e diagnóstico

Hoje é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, quando aproveitamos para lembrar que a tuberculose é uma doença infeciosa altamente contagiosa que afeta na maioria dos casos os pulmões, mas também pode afetar as meninges, os rins, os ossos entre outras partes do organismo. Veja quantas classificações da doença existem:

Tuberculose Cerebral;
Tuberculose Renal;
Tuberculose Ganglionar (afeta os linfonodos);
Tuberculose Óssea;
Tuberculose Cutânea;
Tuberculose Pleural (na película que reveste os pulmões).

O QUE É A TUBERCULOSE?

A tuberculose é uma doença infecto contagiosa transmitida por meio da bactéria Mycobacterium Tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). A tuberculose é considerada pela Secretaria da Saúde uma doença extremamente contagiosa, pois na maioria dos casos, é transmitida pelas vias aéreas por meio da inalação de partículas contaminadas através da tosse, fala ou espirro do paciente com a doença.

O Ministério da Saúde afirma que a tuberculose é uma séria questão de saúde pública no Brasil, oriunda de diversos problemas sociais. Segundo o Portal da Saúde há notificação de 70 mil casos de tuberculose a cada ano e ocorrem 4,6 mil mortes por conta da doença. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil está em 17º lugar entre um ranking de 22 países responsáveis por 80% de todos os casos de tuberculose pelo mundo.

O mesmo estudo apontou queda de 38,7% na incidência de tuberculose e 33,6% no índice de mortalidade. Após várias campanhas e esforços para lutar contra a tuberculose, a cada ano o Ministério da Saúde observa queda na ocorrência da doença que no futuro poderá ser controlada, deixando de ser um caso de saúde pública. O Ministério da Saúde considera a tuberculose uma doença derivada de diversas condições sociais. É claro que o sistema imunológico comprometido pode propiciar o contágio, porém, na maioria dos casos, a tuberculose é proveniente de falta de saneamento básico, água potável, higiene pessoal, vacinas, entre outros fatores relacionados à condição de vida das pessoas. A tabela a seguir demonstra o risco de contágio por tuberculose em determinadas populações, comparadas à população padrão.

Populações vulneráveis x risco de adoecimento por tuberculose:

Indígenas: 3 x maior
Em sistema carcerário: 28 x maior
Portadores de HIV/Aids: 28 x maior
Moradores de rua: 28 x maior

SINTOMAS DA TUBERCULOSE PULMONAR

Os sintomas iniciais da tuberculose podem ser brandos no início e por isso confundidos com os sintomas da gripe e outras doenças menos graves. Desse modo, a maioria dos indivíduos afetados acaba procurando ajuda tardiamente, agravando o quadro e tornando o tratamento mais difícil. Os principais sintomas da tuberculose são os seguintes:

Tosse (um dos sintomas mais característicos que pode ser leve no início, no entanto pode progredir para uma tosse seca, intensa e até com sangue);
Perda de apetite;
Emagrecimento constante, na fase inicial leve que ao avançar da doença pode se tornar grave, causando debilidade crítica;
Febre normalmente no fim do dia;
Mal-estar generalizado, com fadiga e fraqueza, também comum no fim do dia;
Sudorese noturna.

Ao perceber tosse constante por mais de duas semanas, sem melhora, juntamente a alguns dos sintomas acima, o indivíduo deve procurar imediatamente o auxílio médico.

SINTOMAS DA TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR

Alguns sintomas da tuberculose pulmonar como sudorese noturna, falta de apetite, febre no fim da tarde e cansaço excessivo são os mesmo da tuberculose extrapulmonar. O restante dos sintomas depende do órgão afetado.
O paciente com tuberculose cerebral pode sofrer com convulsões sérias, paralisia em alguma parte do corpo e até mesmo entrar em coma. Ao passo que o paciente com tuberculose renal pode ser acometido com dores na lombar e sangue ao urinar. Portanto, ao primeiro sinal dos sintomas comuns, procure um médico para realizar o diagnóstico adequado.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico da tuberculose é feito de acordo com os sintomas relatados ao médico e confirmados por exames de cultura do escarro, raios-X do tórax e baciloscopia. Se a tuberculose atingir outros órgãos (tuberculose extrapulmonar), o médico pode requerer uma biópsia especifica da região afetada.

A tuberculose tem cura e o tratamento é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Em geral, o tratamento de tuberculose dura no mínimo seis meses e deve ser seguido à risca de acordo com a orientação médica. Na maioria dos casos, o paciente é tratado com antibióticos (Rifampicin, Isoniazida e Pirazinamida) para combater o bacilo de Koch. Esses medicamentos serão devidamente prescritos pelo médico e devem ser tomados no horário determinado. A interrupção do tratamento por conta própria, pode levar ao fortalecimento do bacilo de Koch, havendo risco de morte. Por isso, é necessário seguir todas as recomendações, que são:

Fazer o tratamento completo;
Não consumir bebidas alcoólicas;
Evitar o tabagismo.

É preciso também informar ao médico sobre outros medicamentos utilizados pelo paciente, a fim de prever possíveis interações medicamentosas. As gestantes com tuberculose podem fazer o mesmo tratamento, com devido acompanhamento médico e tomando todas as precauções necessárias. Somente o médico pode confirmar a cura da doença, e o paciente deve obedecer ao tempo de tratamento indicado para evitar o fortalecimento do bacilo de Koch e o agravamento do quadro.

PREVENÇÃO

A principal forma de prevenção contra a tuberculose é a vacina BCG, que dever ser aplicada na criança, no primeiro mês de vida. A vacina é eficaz em diminuir a chance de desenvolver estágios graves da doença, por exemplo, meningite tuberculosa, e previne contra as outras formas da doença, mas não previne contra tuberculose pulmonar. Mesmo com a aplicação da vacina no período correto, o indivíduo pode contrair a doença, caso seu sistema imunológico esteja comprometido. Sendo assim, a melhor forma de prevenção continua sendo descobrir a doença em seu estágio inicial e realizar o tratamento adequado.

Com os esforços para que a maioria da população tenha saneamento básico e acesso a condições dignas de higiene a tuberculose pode ser controlada no futuro, juntamente com a vacina BCG. É importante prestar atenção nas crianças que apresentem os sintomas, mesmo que tenham tomado a vacina quando bebês.

Fonte: Portal Nursing

Preparados para o Outono? Saiba como evitar as doenças da estação

 

Por Marisa Walsick

O outono acabou de chegar e com ele vem o frio e o ar seco. Nessa época do ano, é preciso ter cuidados especiais com algumas doenças, já que as características do clima propiciam seu surgimento e sua disseminação.

As infecciosas são algumas delas, podendo ser transmitidas principalmente por vírus e bactérias. Esses micro-organismos entram no corpo, contagiando-o através de gotículas dispersas no ar e também pelo contato com superfícies contaminadas.

“São doenças como resfriados, gripes, faringites, sinusites, pneumonias etc. Os olhos sofrem com conjuntivites e processos alérgicos são comuns, por exemplo, rinite. Se não bastasse, há também uma alteração comportamental no outono que piora o cenário. Com as temperaturas mais baixas, as pessoas tendem a buscar lugares fechados, onde há aglomerações. Isso predispõe a disseminação de patógenos pelo ar e por superfícies”, conta o Dr. César Maurício da Silva, coordenador do Pronto Socorro Adulto do Hospital Carlos Chagas.

Ainda segundo ele, as pessoas com imunidade mais debilitada, como idosos e portadores de enfermidades crônicas, e aquelas com imunidade imatura, no caso, crianças, são as mais atingidas. No entanto, também são muito vulneráveis pacientes que usam medicamentos que deprimem a imunidade, por exemplo, quimioterápicos e corticóides. “Os fumantes têm risco ampliado, já que ao fumar há a agressão das vias aéreas, que comprometem suas estruturas de defesa”, explica o especialista.

Entre as enfermidades mais frequentes durante o outono, pode-se destacar a gripe. Para tentar diminuir o número de infectados, o ministério da saúde vai distribuir cerca de 42,9 milhões de doses da vacina contra essa doença em 65 mil postos de atendimento de saúde, entre 15 e 26 de abril. Segundo o Dr. Silva, as pessoas devem ser estimuladas a se vacinar, sobretudo, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

A vacinação tem diminuído muito a incidência dessa enfermidade. No entanto, vale ressaltar, ela não torna o indivíduo imune a todos os tipos de vírus da gripe. Em geral, é preparada com base nas variantes mais comuns. Então, se uma pessoa tiver contato com uma variedade do vírus para a qual não recebeu imunização, a doença pode se desenvolver.

Outro detalhe está relacionado à confusão que existe na identificação de gripe e resfriado. “Muitos consideram ambas como sendo a mesma enfermidade, mas não é. A gripe é causada pelo vírus influenza e tem sintomas mais fortes, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e prostração, além de tosse e coriza. Alguns casos podem evoluir e se tornar muito graves, com inflamação dos pulmões e grande dificuldade para respirar. Enquanto o resfriado costuma ser mais brando. Pode haver ou não febre, sendo comum que o doente tenha tosse, coriza, obstrução nasal e dor de garganta. É causado por vários tipos de vírus como o rinovírus, adenovírus, coronavírus e vírus sincicial respiratório”, explica o médico.

Confira a seguir algumas recomendações para reduzir os riscos de contrair doenças do outono.

– Hábitos eficazes de higiene, como lavar frequentemente as mãos, evitar levar as mãos “sujas” aos olhos, boca e nariz; lavar as mãos antes de manusear alimentos; usar lenços descartáveis para limpar e assuar o nariz; cobrir a boca ao tossir etc.

– Pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças mais novas e doentes, devem evitar grandes aglomerações.

– As roupas devem ser adequadas à temperatura. Quando estiver mais frio, é recomendado se agasalhar melhor.

– Aqueles que apresentam sintomas, como tosse, febre, falta de ar e corrimento nasal, devem procurar o serviço médico para tratamento e orientação, o que pode evitar a disseminação.

– Há vacinas, como a da gripe, que reduz sensivelmente a chance de desenvolver a doença. Elas devem ser tomadas, principalmente, por populações de risco.

Fonte: http://www.maisequilibrio.com.br

‘O câncer nasce na alma’ – Entrevista com Milene Voigt, uma das milhares de mulheres com câncer de mama no Brasil.

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A última segunda-feira do Inverno de 2016 estava bem comum e maçante até 16h, quando encontramos com a mãe do Dimitri na confeitaria Bella Catarina, em Balneário Camboriú. A pauta era séria, dramática para muita gente, mas em poucos minutos ganhou ares mais leves e até surpreendentes. Com um largo sorriso no rosto – típico dela –, Milene Voigt recebeu a reportagem da Anjos do Lar para falar sobre o câncer de mama que descobriu há quase seis meses. Em pouco mais de uma hora de conversa esta mulher direta e divertida de 38 anos mostrou que não gosta de dramatizar sua condição, mas a respeita. Apesar de consciente dos desafios que têm pela frente na luta contra a doença ela não desanima e pede o mesmo aos amigos e familiares. Confira neste bate-papo como nossa amiga Milene lida com essa batalha que não é só dela, mas de milhares de mulheres que protagonizam a campanha Outubro Rosa. Respire fundo, confira e reflita!

Anjos do Lar: O que passa pela cabeça no momento em que se recebe o diagnóstico de câncer?

Milene Voigt: Morte. Desespero. A primeira coisa que você faz é contar para alguém. Eu contei pra minha irmã Aline. Aí então fui confirmar se era câncer mesmo. O diagnóstico veio, era câncer. Então respirei fundo e fui me tratar. É preciso encarar porque tem cura, tem solução. Quando se descobre cedo, tem cura.

Anjos do Lar: Você descobriu sozinha, pelo autoexame, ou detectou pela mamografia?

Milene Voigt: Descobri sozinha, através de autoexame feito após o banho. No ano anterior, havia feito mamografia, mas, ainda assim, de um dia para o outro, passando óleo no meu corpo, senti um nódulo. Pensei: será que meu filho me bateu durante a noite? Não. Era câncer. Isso foi numa quinta-feira e na segunda-feira seguinte fiz os exames para confirmar. Em apenas três meses eu estava na quimioterapia. Foi tudo muito rápido porque ele começou a se movimentar neste meio tempo, o que exigiu agilidade.

Anjos do Lar: Você tinha uma rotina de exames preventivos? Com que frequência ia ao médico e que exames costumava realizar?

Milene Voigt: Sempre fiz todos os exames preventivos indicados. Ano após ano. Nunca fui relapsa com isso. Mas, pelo visto, tinha que ser assim. Foi meu ‘presente de aniversário’ deste ano. Descobri a doença na semana do meu aniversário, naquele feriado de 21 de abril. A princípio, havia a intenção de fazer com urgência a cirurgia de remoção bilateral das mamas, mas nos dois meses em que fiz os exames pré-operatórios o câncer andou, saindo da mama para os linfonódulos, aí então optamos por segurar a cirurgia e fazer o tratamento antes. Depois do tratamento vou fazer a cirurgia de remoção total das duas mamas como medida preventiva. Vou colocar prótese nas duas. A recuperação é ruim, mas sei que ali nunca mais terei nada e posso seguir minha vida.

Anjos do Lar: Há histórico de câncer na família? Seja de mama ou não?

Milene Voigt: Temos na família um caso de câncer de mama com minha avó paterna, que removeu a mama aos 82 anos. A questão é que a relação com a avó paterna não tem muito impacto genético no meu caso. O problema seria se fosse com minha avó materna. Na família da minha mãe há caso de câncer também, mas não de mama.

Anjos do Lar: Há quem diga que câncer é a tristeza das células. Isso faz sentido para a sempre alegre Milene?

Milene Voigt: (Pausa). Então. Eu acho que cânceres são coisas que a gente guarda. Palavras não ditas, emoções não compartilhadas. Coisas que a gente vai aguentando no decorrer da vida da gente que nos fazem ficar triste. Isso causa câncer. Quando você não se abre e guarda tudo pra si, se achando a dona do mundo, achando que é forte e tudo vai passar, que está tudo bem, a doença nasce. Se você não se abre, não compartilha seus sentimentos e angústias, não trata seu emocional, a dor reverbera em você de alguma forma, virando mágoa e depois câncer. No meu caso houve o impacto da separação, que me deixou sozinha com um filho pequeno. Aí veio o julgamento da família…dos amigos. As críticas. As pessoas não sabem o que está passando pela sua cabeça e, muitas vezes, dizem coisas que magoam profundamente. Quando você não lida bem com isso, não busca ajuda, pode desencadear a doença. Tenho certeza que a doença é emocional. E, no meu caso, de mama, a doença me parece estar totalmente associada a esta relação homem-mulher.

Anjos do Lar: A palavra ‘morte’ ronda os seus pensamentos? Você sente medo?

Milene Voigt: Não. Pensei nela apenas no momento em que descobri a doença. Hoje não.  De câncer eu não vou morrer. Pelo menos não de mama e não agora. O pensamento de morte está bem longe de mim. Não vejo isso. Não sinto isso. Não me sinto doente. Não sinto a morte. Não sinto medo. A princípio, aquela palavra assustadora (câncer) me apavorou. A palavra maldita que muita gente nem pronuncia. A verdade é que a morte vai acontecer para todo mundo, mas a minha não está associada a esta fase que estou passando hoje. Tenho certeza.

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Anjos do Lar: Você está demonstrando muita confiança e naturalidade. De onde vem toda essa força?

Milene Voigt: Do crescimento. A gente tem que entender e aceitar nossa condição neste momento. A primeira coisa que devemos fazer é aceitar, depois devemos entender que por alguma razão temos que passar por isso. Aí então, devemos passar pela doença com muita força. A força precisa ser sua, interior. Todos fazem a sua parte, a família, os amigos, mas a grande força é sua. É preciso levantar a cabeça e fazer o tratamento sem depressão e tristeza. Sem ‘mimimi’. Eu sempre fui assim, com tudo. Não é diferente agora. O que tem que ser tem que ser.  Vamos encarar. Vai doer, vai ficar careca, vai passar por um processo, vai ficar um tempo em casa, mas é isso. Sem drama!

Anjos do Lar: Qual o papel da sua família neste processo e como estão lidando com tudo?

Milene Voigt: Para a minha família foi um pouco mais difícil. Eles ficaram mais impactados do que eu. Sentiram bastante. Eu não me sinto doente, não vejo a doença, não tenho dor ou mal-estar… estou bem, apesar de um pouco mais abatida. Isso me fez e me faz lidar melhor com tudo. Mas agora eles estão melhores, lidando mais tranquilamente com todo o processo. Estão otimistas e me dando muito apoio. Ninguém está depressivo lá em casa.

Anjos do Lar: Seu filho Dimitri tem apenas 4 anos. Ele está ciente do processo? A relação de vocês mudou com a doença?

Milene Voigt: A primeira coisa que pensei quando descobri foi: como vou fazer para tirar o Dimitri da minha cama (rss)? Afinal, eu teria que operar e não poderia dormir com ele. Aí então comecei a explicar que a mamãe tinha uma bolinha no peito e que teria que tirá-la. Ele me fez perguntas. No fim das contas, ele entendeu que a mamãe estava doente, que tinha um cateter no peito que ele chama da ‘cateta’. Ele entendeu que esse cateter leva remédio para o corpo e que a mamãe fica meio abatida às vezes em função disso. Mas não escondemos nada dele. Na verdade, as pessoas descobrem que você tem câncer por causa da careca. Se não fosse isso, nem saberiam. Uma das minhas preocupações com relação a ele era não traumatizá-lo quando ficasse careca. É um impacto para qualquer um, imagine para uma criança! Aí me veio a ideia. Decidi que ele iria cortar meu cabelo. Decidi fazer de uma forma lúdica para que ele participasse do processo desde o início. A questão ali era não fazer com que ele sentisse medo da mamãe dele simplesmente pelo fato de ela ser diferente das outras mamães. Aí fomos ao shopping, ele cortou o cabelo dele e depois passou a máquina no meu. Ele detonou o meu cabelo (rsss). A alegria dele foi incrível. Resumindo, ele está sabendo de tudo e lidando com muita naturalidade.

Anjos do Lar: O câncer, especialmente o de mama, é particularmente cruel com as mulheres, uma vez que além do sofrimento que causa afeta também a autoestima. Como foi pra você ficar careca e como lida com o fato de perder a mama?

Milene Voigt: Eu não tenho problema com isso. Não tenho problema com o que os outros pensam sobre mim. E olha que quando saio na rua as pessoas olham, julgam. Eu prefiro sair careca do que usar lenço. Acho que o lenço dá a ideia de fragilidade. Tentei, num primeiro momento, usar aquela toca que mantém os cabelos. Mas não deu. Era incômoda e trabalhosa. Aí então aceitei minha condição e fiquei careca. E vamos lá (rss)! Vamos colocar brinco, batom e tudo mais. Quem quiser olhar e julgar, fique à vontade. Sobre tirar as mamas e usar prótese, sem problemas também. Até gosto da ideia de ficar com os peitos lindos (rsss). Tenho algum receio do pós-operatório, mas só isso.

Anjos do Lar: Você conversa com outras pacientes sobre o momento que estão vivendo? Como as mulheres estão lidando com o câncer hoje em dia? Você acha que há muito medo ainda?

Milene Voigt:  O lugar onde faço quimioterapia é ótimo. As meninas são legais, tentam nos animar. Há sempre psicólogos no local. É bem tranquilo pra mim. Vejo que algumas pessoas sofrem mais do que eu porque não podem usar o cateter. Receber a medicação na veia é complicado, é muito agressivo. Acaba sendo mais dolorido e pode causar náuseas e vômito. Fora isso, vejo que há muito drama e problema de estima por conta da careca. Também vejo muita gente dando vazão à carência que já tem por conta do câncer. Afinal, quem não quer dar colinho para alguém com câncer? Mas é muito difícil pra mim julgar, pois não sinto nada disso e sou naturalmente uma pessoa otimista e descompromissada com o êxito.

Anjos do Lar: A rotina médica é muito complicada? Descreva.

Milene Voigt: Apesar de estar me sentindo muito bem, tive que me afastar do trabalho durante o tratamento. Ficarei 16 meses fora. É complicado conciliar a rotina de exames, consultas e quimioterapia com o trabalho. Hoje, faço um exame de sangue, uma consulta médica e uma sessão de quimioterapia a cada 21 dias. Não tomo nenhum outro medicamento fora da quimioterapia, mas preciso ficar em observação mesmo assim depois do procedimento. A quimioterapia vermelha acaba no fim do ano, a branca em abril do ano que vem, quando farei a remoção, mas terei que me tratar por 2 anos ao todo.

Anjos do Lar: Como você avalia o atendimento médico na região?

Milene Voigt: Minha experiência é extremamente positiva. Estou fazendo quimioterapia na Neoplasias Litoral e estou bem satisfeita. Tenho tudo ao meu alcance em Balneário Camboriú e Itajaí com meu plano de saúde. Não preciso sair daqui para nada. Acompanhei uma amiga que está se tratando pelo Unacon e vi que não é igual. Mas não posso avaliar o SUS.

Anjos do Lar: Apesar de estar no início do tratamento, tem conhecimento sobre as várias possibilidades de tratamento alternativo? Como as avalia?

Milene Voigt: Estou fazendo exatamente o que o médico manda em termos de tratamento, mas estou cuidando do lado espiritual também, pois como já disse, o câncer nasce na alma.  Mas uma coisa não exclui ou atrapalha a outra. Acho que fortalecer a fé ajuda no tratamento. Já fiz quatro cirurgias espíritas e sinto que elas me ajudaram muito. Fora isso não experimentei nada.

Anjos do Lar: Que hábitos de vida você mudou em função do diagnóstico e como está sendo essa mudança na sua cabeça e organismo? Alimentação, exercícios, vida social, enfim.

Milene Voigt: Muita coisa muda, mas na cabeça. A gente tem que mudar, né?! A forma como você vê as coisas e a qualidade dos seus pensamentos mudam bastante. É bom passar a ver quantas coisas boas a gente tem e nem percebia. Eu estou em casa, cuidando das minhas coisas, do meu filho, passando mais tempo com minha família. Isso faz pensar muito. Mas, fora isso e o afastamento do trabalho, minha vida está igual. Inclusive a alimentação, que era boa. Não estou me privando de quase nada, vida normal. Não tomo sol por causa da medicação, que pode causar queimadura interna, mas só isso.

Anjos do Lar: A bela Milene Voigt será a mesma depois de encerrar essa batalha?

Milene Voigt: Não (silêncio). Não tem como. Vou ser bem melhor! Quando se passa pelo que estou passando você enxerga tanta coisa boa na vida. Você percebe que se incomoda com coisas pequenas, mediocridades. Você descobre que o que interessa mesmo, o que faz sentido, é sua família, seu filho e seus amigos. O resto é resto! A gente corre atrás de tanta coisa sem necessidade, achando que precisa disso e daquilo. Pra quê? Você precisa estar bem! Não tem como passar por esta fase sem um grande aprendizado. E imagino que o aprendizado seja ainda maior para quem sente dor, passa mal e não tem plano de saúde. Eu saí da zona de conforto e mudei meus objetivo. Minha vida parou e vai recomeçar. E acho que tudo tem um porquê. Penso que isso tudo veio para que eu parasse um pouco o que estava fazendo para repensar valores e prioridades. Corremos muito, tentamos agradar a todos e esquecemos de nós. Pra quê? Não. Não vou entrar nessa e sair da mesma forma.

Anjos do Lar: Que mensagem você gostaria de deixar a outras pacientes ou a qualquer pessoa que vai ler esta entrevista?

Milene Voigt: É preciso ser forte! Entenda que você tem um problema e vai superá-lo, se for do seu merecimento. Não será fácil, pode haver algum sofrimento e desconforto, mas vamos tocar a bola pra frente sem reclamar tanto da vida. Sem perguntar o tempo todo ‘por que comigo?’. Pense que você precisa deste aprendizado. Não se veja como vítima, como coitadinha. Pense que isto pode acontecer com qualquer pessoas e o único jeito é encarar. Aceitar torna o processo mais fácil e isso serve para qualquer outra dificuldade. Não faça drama nem se sinta diferente. Levante a cabeça e cuide da qualidade dos seus pensamentos e palavras, pois a mente é quase mais forte que o tratamento em si. E lembre-se: se você ficar fechada num quarto chorando a doença não vai embora. Portanto, levante a cabeça, sacuda a peruca e vamos encarar tudo com pensamento positivo!

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Fotos: Fernanda Arruda