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Mude alguns hábitos e fuja das infecções

Você sabia que mais de 1 milhão de pessoas morre todos os anos em decorrência de infecções hospitalares? No Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as infecções hospitalares atingem mais de 10% dos pacientes internados, por isso a Anjos do Lar atua fortemente na desospitalização de pacientes que já podem ser tratados em casa ou em ambulatório especializado.

Mas as infecções não ocorrem apenas nos hospitais, nossa casa também oferece muitos perigos, por isso é preciso se prevenir. Uma infecção bacteriana, por exemplo, pode ser leve ou grave, podendo até ser fatal. Elas podem afetar a pele, o sangue, um órgão específico ou o trato gastrointestinal.

Para complicar mais, o número de pessoas que tem resistência a antibióticos aumenta ano após ano. Sendo assim, se você achar que pode estar infectado, procure um médico urgente! A boa notícia é que com algumas estratégias simples e com uma pequena mudança de hábitos é possível diminuir as chances de pegar uma infecção bacteriana. Saiba como:

Lave as mãos com frequência. Lavar as mãos é um passo essencial para evitar o contágio. Não deixe de fazer isso depois de espirrar ou tossir e também várias vezes ao dia. Outros momentos em que se deve lavar as mãos são:

  • Antes e depois de preparar alimentos;
  • Antes e depois de cuidar de alguém doente;
  • Antes e depois de tratar uma ferida na pele;
  • Depois de usar o banheiro ou de trocar fraldas;
  • Depois de encostar no lixo;
  • Depois de tocar, alimentar ou recolher as necessidades de um animal de estimação.

Use uma boa técnica para lavar as mãos. A técnica certa ajuda a potencializar a higienização. Use um sabonete antibacteriano a água morna. Molhe as mãos e ensaboe-as, esfregando uma na outra por pelo menos 20 segundos. Faça fricção para eliminar as bactérias presentes na pele. Não se esqueça de limpar a parte de baixo das unhas e a região entre os dedos. Em seguida, enxágue o sabão com água morna e seque bem as mãos com uma toalha limpa.

Limpe objetos muito usados na sua casa e no local de trabalho. Você pode diminuir o número de bactérias no ambiente mantendo certos objetos limpos.

Evite aproximação com pessoas doentes. É impossível saber quando alguém tem só um resfriadinho comum ou algo mais sério. Por isso, é melhor evitar a proximidade de qualquer forma.

Aprenda mais sobre bactérias intestinais perigosas. Há várias bactérias que podem proliferar no trato gastrointestinal e causar infecções de graus variados.

Informe-se a respeito do recolhimento de produtos alimentícios e de água. Algumas vezes os alimentos e a água podem ficar contaminados em determinadas regiões, portanto é importante informar-se para evitar o consumo deles.

Mantenha as mãos limpas ao preparar alimentos. Lavar as mãos é um passo importante na prevenção de infecções bacterianas dentro e fora da cozinha. Você sempre deve fazer isso antes e depois de lidar com a comida, principalmente depois de usar o banheiro ou trocar fraldas se você for começar a cozinhar em seguida.

Lave e cozinhe bem os alimentos. Essa medida também pode evitar que bactérias prejudiciais entrem no seu organismo. Lave todas as frutas e legumes antes de consumi-las e cozinhe bem os produtos de origem animal para se poupar de problemas com bactérias. Evite comer carnes cruas ou malpassadas e ovos com gema mole ou crus.

Cuidado com o botulismo. Não consuma nenhum alimento com um cheiro desagradável ou cuja lata esteja estufada. Esses são sinais de botulismo, uma doença causada por uma bactéria extremamente perigosa que pode até ser fatal se ingerida.

Anjos do Lar oferece serviço de Estomaterapia

A enfermeira Laís Alberton, da Anjos do Lar, esteve no jornal A Voz do Povo, da Rádio Conexão FM, onde falou com os ouvintes sobre uma nova especialidade que está disponível na Anjos, a Estomaterapia. Você sabe o que uma enfermeira estomaterapeuta faz? Não? Vamos entender, pois temos muitos pacientes com essa necessidade.

A Estomaterapia é uma especialidade relativamente nova na área da Enfermagem, veio dos Estados Unidos e está há 30 anos no Brasil. Trata-se da especialidade que trabalha as pessoas com estomias, ou seja, aquelas que usam as bolsas de colostomia, de urostomia, têm feriadas agudas e crônicas ou incontinências.

A importância dessa especialidade se dá porque esses profissionais possuem um conhecimento muito específico na área, atuando diretamente com o cuidado e recuperação, mas também com prevenção e orientação. Tal conhecimento é fundamental para tratar e evitar complicações.

Laís explica que ocorrem muitos erros nessa área por falta de conhecimento. “Não dá para pesquisar na internet ou pedir dicas de outros, procure um profissional”, recomenda.

Laís afirma que a recuperação dos pacientes é muito mais rápida e tranquila quando o tratamento é adequado. Há um processo de adaptação, pois essas patologias mexem muito com o emocional, mas o paciente acaba se adaptando.

De acordo com a enfermeira, um dos grandes problemas desses pacientes é a solidão, pois eles se afastam das pessoas por vergonhas das bolsas e eventuais odores causados por elas.  “Trabalhamos muito na reinserção do paciente na sociedade, ao lado da família e dos amigos”, explica ela, ressaltando que isso é fundamental no tratamento.

Diabetes

Uma das patologias acompanhadas por esses profissionais é a diabetes. A diabetes é uma doença endêmica no mundo, quase 7% da população é diabética. O diagnóstico demora às vezes, o que causa danos como a neuropatia diabética, uma complicação comum mais conhecida como pé diabético.

A Anjos do Lar já está atendendo com avaliação de pacientes diabéticos. De acordo com Laís, a equipe vai avaliar e solicitar exames da parte neurológica e circulatória, porque a doença afeta várias partes do corpo, como olho, rins etc. “Vamos atuar com prevenção, orientação e tratamento desses pacientes diabéticos”, completa.

Fique atento aos sinais da neuropatia diabética:

– Dor contínua e queimação ou formigamento/agulhadas nos pés;

– Perda da sensibilidade protetora do pé. Com ela vêm as feridas;

Laís conta que, às vezes, o paciente já chega à clínica com infecção grave, pois ela se dissemina muito rápido, em 2 ou 3 dias, nos diabéticos. Há casos em que é preciso fazer uma amputação. Cerca de 2/3 dos pacientes diabéticos podem sofrer amputação ao longo dos anos, com a evolução da doença. Por isso é tão importante ter cuidados adequados com a hidratação do pé, uso de calçados adequados, medicação, entre outros.

“A gente não quer tratar doenças, quer prevenir e orientar as pessoas. Coisas (cuidados) pequenas fazem a diferença lá na frente. Um exame anual vai te prevenir de muito sofrimento. Vai fazer diferença quando você tiver 70 ou 80 anos”, alerta.

A especialidade:

O enfermeiro estomaterapeuta realiza o cuidado de pessoas com estomias, feridas agudas e crônicas, fístulas, drenos, cateteres e incontinências anal e urinária.

Serviços oferecidos na Anjos:

Avaliação e tratamento de feridas agudas e crônicas (ulceras venosas e arteriais, queimaduras, pé diabético, lesão por pressão, dentre outras);

Orientações a pacientes estomizados, sobre cuidados com bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia e tratamento de possíveis complicações;

Avaliação de neuropatia diabética e orientações de cuidados com os pés;

Orientação de cuidados com traqueostomias, gastrostomias e cateteres vesicais.

Mande sugestões e nos acompanhe!

Mande suas perguntas ou sugestões de pauta para nós pelo email assessoria@anjosdolar.com.br ou pelo whatsapp 99758-0385! Podemos incluir sua dúvida em uma próxima participação no jornal A Voz do Povo. O programa vai ao ar todos os dias, das 7h às 9h, sob o comando da dupla PC e Peeter Lee Grando. A Anjos do Lar faz uma participação especial para falar sobre saúde nas terças-feiras, às 8h. Acompanhe a gente e participe!
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Anjos do Lar amplia atuação e abre ambulatório de especialidades

Quando se tem o cuidado ao próximo como profissão, os esforços para qualificar as ações voltadas à recuperação da saúde e ao alívio do sofrimento não param. Depois de 5 anos atuando com atenção domiciliar em Balneário Camboriú e Região, a Anjos do Lar se remodelou e passou a atender também com serviços ambulatoriais.

A partir de agora, a empresa passa a ser um ambulatório médico que faz consultas de várias especialidades, além de realizar procedimentos de enfermagem, medicação e curativos de baixa e média complexidade. Todos esses atendimentos ocorrem na nova sede da empresa, situada na Rua 1.401, 425, salas 02 e 03.

Segundo Thieli Iung Sosa, Diretora Operacional e Enfermeira Responsável pela empresa, os atendimentos Home Care continuam, mas a ideia de agregar os serviços ambulatoriais surgiu de uma demanda de mercado. “Um ano depois de abrir a empresa, em 2012, notamos que a região era carente de atendimento ambulatorial mais especializado e já demos início às pesquisas de mercado e ao Plano de Negócio. Percebemos que apenas um plano de saúde realizava esse tipo de atendimento, mas os outros planos não estavam assistidos e os pacientes acabavam sobrecarregando os hospitais”, observa ela.

A Anjos do Lar nasceu para levar humanização, carinho e cuidados profissionais a quem precisa, mas também para reduzir as filas nos hospitais e contribuir com a saúde pública. Dentro desse contexto, avalia Thieli, o novo serviço contribui substancialmente. A enfermeira revela que a Anjos do Lar está em processo de credenciamento para atender pelos principais convênios da região.

Estrutura

A nova Anjos do Lar tem 340 metros quadrados, 2 consultórios médicos, 1 sala de curativos, 1 sala de medicação e triagem, recepção, almoxarifado e farmácia. A equipe interna que atende neste primeiro momento é formada por 2 técnicos de enfermagem, 2 enfermeiros, 2 estagiários de enfermagem, 2 administrativos e 2 profissionais de atendimento.

As especialidades atendidas para consultas estão em fase de credenciamento de profissionais, mas serão as seguintes: Clínica-geral, Endocrinologia, Geriatria, Infectologia, Ortopedia, Dermatologia, Ginecologia e Reumatologista. Como se trata de um ambulatório, o atendimento é eletivo, ou seja, é preciso marcar hora com a secretária para ser atendido, o que deve ocorrer das 8h às 18h. Apenas hospitais e pronto-atendimentos atendem 24 horas sem agendamento.

Além das consultas, a estrutura é adaptada para vários procedimentos, como medicação intravenosas, soroterapia, medicação intramuscular, curativos de baixa complexidade e média, além de pequenos procedimentos.

Thieli conta que há uma pequena CME (Centro de Material Esterilizado) – local apropriado para esterilização e lavagem dos materiais usados em curativos, e também um almoxarifado com uma pequena farmácia, uma vez que a Anjos do Lar tem convênio com os principais laboratórios e distribuidores farmacêuticos. “Tendo receituário médico em mãos ou passando por uma consulta com um dos nossos profissionais conveniados, podemos fornecer o medicamento aqui mesmo”, avisa.

De acordo com Daniele Iung, Diretora Administrativa e Financeira da empresa, as mudanças são muitas, incluindo serviços e estrutura, mas haverá mais. Num segundo momento, a Anjos do Lar vai atuar na capacitação dos profissionais da região, contribuindo ainda mais com a qualificação da saúde local. A expectativa de crescimento com os serviços ambulatoriais é 10% neste primeiro ano e 30% em 2018. Os resultados em termos de qualidade, completa Daniele, são imensuráveis.

Saiba Mais:

Anjos do Lar – Home Care e Ambulatório de Especialidades

Onde: Rua 1.401, 425, salas 02 e 03

Atendimento: 8h às 12h | 13h30 às 18h

Contatos: www.anjosdolar.com | contato@anjosdolar.com

(47) 3263.0469 | (47) 3081.2334 | (47) 9 9964.1363

Diretor Técnico: Dr. Carton Murilo Lopes (CRM/SC 13.620)

Enfermeiras responsáveis: Thieli Carolina Iung Sosa (Coren/SC: 206.614) e Shalise Sebastiana Nowasky (Coren/SC – 337.564)

Serviços:

Home Care

Internação Domiciliar

Gerenciamento de Enfermagem

Procedimentos de Enfermagem

Acompanhamento Hospitalar

Consultas médicas

Fonoaudiologia

Nutricionista

Fisioterapia

Psicologia

Ambulatório de Especialidades

Consultórios médicos previstos

Ginecologista

Dermatologista

Ortopedista

Infectologista

Geriatra

Reumatologista

Clínico-Geral

Endocrinologista

Atendimentos no ambulatório

Medicações

Curativos

Sondagens

Troca de bolsa de ostomia

 

Soroterapia

Preparados para o Outono? Saiba como evitar as doenças da estação

 

Por Marisa Walsick

O outono acabou de chegar e com ele vem o frio e o ar seco. Nessa época do ano, é preciso ter cuidados especiais com algumas doenças, já que as características do clima propiciam seu surgimento e sua disseminação.

As infecciosas são algumas delas, podendo ser transmitidas principalmente por vírus e bactérias. Esses micro-organismos entram no corpo, contagiando-o através de gotículas dispersas no ar e também pelo contato com superfícies contaminadas.

“São doenças como resfriados, gripes, faringites, sinusites, pneumonias etc. Os olhos sofrem com conjuntivites e processos alérgicos são comuns, por exemplo, rinite. Se não bastasse, há também uma alteração comportamental no outono que piora o cenário. Com as temperaturas mais baixas, as pessoas tendem a buscar lugares fechados, onde há aglomerações. Isso predispõe a disseminação de patógenos pelo ar e por superfícies”, conta o Dr. César Maurício da Silva, coordenador do Pronto Socorro Adulto do Hospital Carlos Chagas.

Ainda segundo ele, as pessoas com imunidade mais debilitada, como idosos e portadores de enfermidades crônicas, e aquelas com imunidade imatura, no caso, crianças, são as mais atingidas. No entanto, também são muito vulneráveis pacientes que usam medicamentos que deprimem a imunidade, por exemplo, quimioterápicos e corticóides. “Os fumantes têm risco ampliado, já que ao fumar há a agressão das vias aéreas, que comprometem suas estruturas de defesa”, explica o especialista.

Entre as enfermidades mais frequentes durante o outono, pode-se destacar a gripe. Para tentar diminuir o número de infectados, o ministério da saúde vai distribuir cerca de 42,9 milhões de doses da vacina contra essa doença em 65 mil postos de atendimento de saúde, entre 15 e 26 de abril. Segundo o Dr. Silva, as pessoas devem ser estimuladas a se vacinar, sobretudo, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

A vacinação tem diminuído muito a incidência dessa enfermidade. No entanto, vale ressaltar, ela não torna o indivíduo imune a todos os tipos de vírus da gripe. Em geral, é preparada com base nas variantes mais comuns. Então, se uma pessoa tiver contato com uma variedade do vírus para a qual não recebeu imunização, a doença pode se desenvolver.

Outro detalhe está relacionado à confusão que existe na identificação de gripe e resfriado. “Muitos consideram ambas como sendo a mesma enfermidade, mas não é. A gripe é causada pelo vírus influenza e tem sintomas mais fortes, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e prostração, além de tosse e coriza. Alguns casos podem evoluir e se tornar muito graves, com inflamação dos pulmões e grande dificuldade para respirar. Enquanto o resfriado costuma ser mais brando. Pode haver ou não febre, sendo comum que o doente tenha tosse, coriza, obstrução nasal e dor de garganta. É causado por vários tipos de vírus como o rinovírus, adenovírus, coronavírus e vírus sincicial respiratório”, explica o médico.

Confira a seguir algumas recomendações para reduzir os riscos de contrair doenças do outono.

– Hábitos eficazes de higiene, como lavar frequentemente as mãos, evitar levar as mãos “sujas” aos olhos, boca e nariz; lavar as mãos antes de manusear alimentos; usar lenços descartáveis para limpar e assuar o nariz; cobrir a boca ao tossir etc.

– Pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças mais novas e doentes, devem evitar grandes aglomerações.

– As roupas devem ser adequadas à temperatura. Quando estiver mais frio, é recomendado se agasalhar melhor.

– Aqueles que apresentam sintomas, como tosse, febre, falta de ar e corrimento nasal, devem procurar o serviço médico para tratamento e orientação, o que pode evitar a disseminação.

– Há vacinas, como a da gripe, que reduz sensivelmente a chance de desenvolver a doença. Elas devem ser tomadas, principalmente, por populações de risco.

Fonte: http://www.maisequilibrio.com.br

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Anjos do Lar comemora 2016 e trabalha para cuidar melhor das pessoas em 2017

 

Depois de um ano enfrentando uma série de dificuldades para atender a dona Esther Maria de Miranda Santos, que está acamada com 84 anos, a família descobriu uma forma de ter segurança, tranquilidade e evolução. Nos últimos dois meses, a Anjos do Lar assumiu os cuidados da paciente com o serviço de Internação Domiciliar. De acordo com Bernadete Maria Santos, filha de dona Esther, o Home Care foi a solução perfeita para o caso.

“Minha mãe está recebendo atendimento profissional, com técnicas adequadas, equipe acolhedora e o resultado apareceu muito rápido”, resume Bernadete, animada por ver a mãe sentando e comendo sem ajuda da sonda.

Casos como este fazem com que a Anjos do Lar redobre os esforços para levar ainda mais conforto e segurança a quem precisa. E este foi o objetivo da empresa em 2016: conscientizar as pessoas dos benefícios da desospitalização e fortalecer os pilares da empresa para tornar o atendimento cada vez mais profissional e completo.

Dentro desta perspectiva, a empresa investiu alto em gestão. Contratou uma empresa de consultoria empresarial especializada, renovou todo o sistema de informática – adotando um modelo próprio para Home Care –, intensificou as ações de comunicação e marketing para atingir mais pessoas e deu início a uma acreditação que certifica a qualidade dos serviços de saúde no Brasil. Trata-se de um longo trabalho que padroniza todos os processos da empresa conforme estabelecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade não governamental com foco na segurança do paciente.

E os avanços não param por aí. A empresa cresceu em 2016, tanto em equipe, serviços como faturamento. De acordo com a diretora administrativa Daniele Iung, a Anjos do Lar cresceu 10% este ano, índice que foi além da expectativa para um ano de crise econômica.

No que diz respeito a colaboradores, a Anjos do Lar fecha o ano com três enfermeiros, dois estagiários de enfermagem, um técnico de enfermagem e um enfermeiro júnior. A equipe multidisciplinar também aumentou, com a aquisição de mais um fisioterapeuta.

Além de manter os atendimentos de Internação Domiciliar, Acompanhamento Hospitalar, Procedimentos e Gerenciamento de Enfermagem, a empresa passou a atender também com remoção de pacientes (ambulância).

Toda essa gama de soluções chamou a atenção de um grande parceiro do Home Care, os planos de saúde. De acordo com a diretora e enfermeira responsável pela empresa, Thieli Iung Sosa, as parcerias com planos de saúde também cresceram em 2016, uma vez que eles viram o Home Care como um excelente custo-benefício para o paciente.

E por falar em parceiros, 2016 foi o ano de avançar nas ações sociais também, com parcerias firmadas com o Sesc de Itajaí e Grupo Amor ao Próximo (ONG).

Segundo Thieli, 2016 foi o momento de preparar a empresa para os avanços que virão em 2017, quando o atendimento oferecido nestes últimos 5 anos vai ter ainda mais valor agregado, com muita inovação e espaço para capacitação.

Enquanto 2017 não chega, a Anjos do lar agradece pelas conquistas de 2016 e pelo apoio de clientes, amigos e parceiros, desejando a todos um Natal maravilhoso, repleto de saúde e paz.

Boas Festas!

Equipe da Anjos do Lar

 

‘O câncer nasce na alma’ – Entrevista com Milene Voigt, uma das milhares de mulheres com câncer de mama no Brasil.

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A última segunda-feira do Inverno de 2016 estava bem comum e maçante até 16h, quando encontramos com a mãe do Dimitri na confeitaria Bella Catarina, em Balneário Camboriú. A pauta era séria, dramática para muita gente, mas em poucos minutos ganhou ares mais leves e até surpreendentes. Com um largo sorriso no rosto – típico dela –, Milene Voigt recebeu a reportagem da Anjos do Lar para falar sobre o câncer de mama que descobriu há quase seis meses. Em pouco mais de uma hora de conversa esta mulher direta e divertida de 38 anos mostrou que não gosta de dramatizar sua condição, mas a respeita. Apesar de consciente dos desafios que têm pela frente na luta contra a doença ela não desanima e pede o mesmo aos amigos e familiares. Confira neste bate-papo como nossa amiga Milene lida com essa batalha que não é só dela, mas de milhares de mulheres que protagonizam a campanha Outubro Rosa. Respire fundo, confira e reflita!

Anjos do Lar: O que passa pela cabeça no momento em que se recebe o diagnóstico de câncer?

Milene Voigt: Morte. Desespero. A primeira coisa que você faz é contar para alguém. Eu contei pra minha irmã Aline. Aí então fui confirmar se era câncer mesmo. O diagnóstico veio, era câncer. Então respirei fundo e fui me tratar. É preciso encarar porque tem cura, tem solução. Quando se descobre cedo, tem cura.

Anjos do Lar: Você descobriu sozinha, pelo autoexame, ou detectou pela mamografia?

Milene Voigt: Descobri sozinha, através de autoexame feito após o banho. No ano anterior, havia feito mamografia, mas, ainda assim, de um dia para o outro, passando óleo no meu corpo, senti um nódulo. Pensei: será que meu filho me bateu durante a noite? Não. Era câncer. Isso foi numa quinta-feira e na segunda-feira seguinte fiz os exames para confirmar. Em apenas três meses eu estava na quimioterapia. Foi tudo muito rápido porque ele começou a se movimentar neste meio tempo, o que exigiu agilidade.

Anjos do Lar: Você tinha uma rotina de exames preventivos? Com que frequência ia ao médico e que exames costumava realizar?

Milene Voigt: Sempre fiz todos os exames preventivos indicados. Ano após ano. Nunca fui relapsa com isso. Mas, pelo visto, tinha que ser assim. Foi meu ‘presente de aniversário’ deste ano. Descobri a doença na semana do meu aniversário, naquele feriado de 21 de abril. A princípio, havia a intenção de fazer com urgência a cirurgia de remoção bilateral das mamas, mas nos dois meses em que fiz os exames pré-operatórios o câncer andou, saindo da mama para os linfonódulos, aí então optamos por segurar a cirurgia e fazer o tratamento antes. Depois do tratamento vou fazer a cirurgia de remoção total das duas mamas como medida preventiva. Vou colocar prótese nas duas. A recuperação é ruim, mas sei que ali nunca mais terei nada e posso seguir minha vida.

Anjos do Lar: Há histórico de câncer na família? Seja de mama ou não?

Milene Voigt: Temos na família um caso de câncer de mama com minha avó paterna, que removeu a mama aos 82 anos. A questão é que a relação com a avó paterna não tem muito impacto genético no meu caso. O problema seria se fosse com minha avó materna. Na família da minha mãe há caso de câncer também, mas não de mama.

Anjos do Lar: Há quem diga que câncer é a tristeza das células. Isso faz sentido para a sempre alegre Milene?

Milene Voigt: (Pausa). Então. Eu acho que cânceres são coisas que a gente guarda. Palavras não ditas, emoções não compartilhadas. Coisas que a gente vai aguentando no decorrer da vida da gente que nos fazem ficar triste. Isso causa câncer. Quando você não se abre e guarda tudo pra si, se achando a dona do mundo, achando que é forte e tudo vai passar, que está tudo bem, a doença nasce. Se você não se abre, não compartilha seus sentimentos e angústias, não trata seu emocional, a dor reverbera em você de alguma forma, virando mágoa e depois câncer. No meu caso houve o impacto da separação, que me deixou sozinha com um filho pequeno. Aí veio o julgamento da família…dos amigos. As críticas. As pessoas não sabem o que está passando pela sua cabeça e, muitas vezes, dizem coisas que magoam profundamente. Quando você não lida bem com isso, não busca ajuda, pode desencadear a doença. Tenho certeza que a doença é emocional. E, no meu caso, de mama, a doença me parece estar totalmente associada a esta relação homem-mulher.

Anjos do Lar: A palavra ‘morte’ ronda os seus pensamentos? Você sente medo?

Milene Voigt: Não. Pensei nela apenas no momento em que descobri a doença. Hoje não.  De câncer eu não vou morrer. Pelo menos não de mama e não agora. O pensamento de morte está bem longe de mim. Não vejo isso. Não sinto isso. Não me sinto doente. Não sinto a morte. Não sinto medo. A princípio, aquela palavra assustadora (câncer) me apavorou. A palavra maldita que muita gente nem pronuncia. A verdade é que a morte vai acontecer para todo mundo, mas a minha não está associada a esta fase que estou passando hoje. Tenho certeza.

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Anjos do Lar: Você está demonstrando muita confiança e naturalidade. De onde vem toda essa força?

Milene Voigt: Do crescimento. A gente tem que entender e aceitar nossa condição neste momento. A primeira coisa que devemos fazer é aceitar, depois devemos entender que por alguma razão temos que passar por isso. Aí então, devemos passar pela doença com muita força. A força precisa ser sua, interior. Todos fazem a sua parte, a família, os amigos, mas a grande força é sua. É preciso levantar a cabeça e fazer o tratamento sem depressão e tristeza. Sem ‘mimimi’. Eu sempre fui assim, com tudo. Não é diferente agora. O que tem que ser tem que ser.  Vamos encarar. Vai doer, vai ficar careca, vai passar por um processo, vai ficar um tempo em casa, mas é isso. Sem drama!

Anjos do Lar: Qual o papel da sua família neste processo e como estão lidando com tudo?

Milene Voigt: Para a minha família foi um pouco mais difícil. Eles ficaram mais impactados do que eu. Sentiram bastante. Eu não me sinto doente, não vejo a doença, não tenho dor ou mal-estar… estou bem, apesar de um pouco mais abatida. Isso me fez e me faz lidar melhor com tudo. Mas agora eles estão melhores, lidando mais tranquilamente com todo o processo. Estão otimistas e me dando muito apoio. Ninguém está depressivo lá em casa.

Anjos do Lar: Seu filho Dimitri tem apenas 4 anos. Ele está ciente do processo? A relação de vocês mudou com a doença?

Milene Voigt: A primeira coisa que pensei quando descobri foi: como vou fazer para tirar o Dimitri da minha cama (rss)? Afinal, eu teria que operar e não poderia dormir com ele. Aí então comecei a explicar que a mamãe tinha uma bolinha no peito e que teria que tirá-la. Ele me fez perguntas. No fim das contas, ele entendeu que a mamãe estava doente, que tinha um cateter no peito que ele chama da ‘cateta’. Ele entendeu que esse cateter leva remédio para o corpo e que a mamãe fica meio abatida às vezes em função disso. Mas não escondemos nada dele. Na verdade, as pessoas descobrem que você tem câncer por causa da careca. Se não fosse isso, nem saberiam. Uma das minhas preocupações com relação a ele era não traumatizá-lo quando ficasse careca. É um impacto para qualquer um, imagine para uma criança! Aí me veio a ideia. Decidi que ele iria cortar meu cabelo. Decidi fazer de uma forma lúdica para que ele participasse do processo desde o início. A questão ali era não fazer com que ele sentisse medo da mamãe dele simplesmente pelo fato de ela ser diferente das outras mamães. Aí fomos ao shopping, ele cortou o cabelo dele e depois passou a máquina no meu. Ele detonou o meu cabelo (rsss). A alegria dele foi incrível. Resumindo, ele está sabendo de tudo e lidando com muita naturalidade.

Anjos do Lar: O câncer, especialmente o de mama, é particularmente cruel com as mulheres, uma vez que além do sofrimento que causa afeta também a autoestima. Como foi pra você ficar careca e como lida com o fato de perder a mama?

Milene Voigt: Eu não tenho problema com isso. Não tenho problema com o que os outros pensam sobre mim. E olha que quando saio na rua as pessoas olham, julgam. Eu prefiro sair careca do que usar lenço. Acho que o lenço dá a ideia de fragilidade. Tentei, num primeiro momento, usar aquela toca que mantém os cabelos. Mas não deu. Era incômoda e trabalhosa. Aí então aceitei minha condição e fiquei careca. E vamos lá (rss)! Vamos colocar brinco, batom e tudo mais. Quem quiser olhar e julgar, fique à vontade. Sobre tirar as mamas e usar prótese, sem problemas também. Até gosto da ideia de ficar com os peitos lindos (rsss). Tenho algum receio do pós-operatório, mas só isso.

Anjos do Lar: Você conversa com outras pacientes sobre o momento que estão vivendo? Como as mulheres estão lidando com o câncer hoje em dia? Você acha que há muito medo ainda?

Milene Voigt:  O lugar onde faço quimioterapia é ótimo. As meninas são legais, tentam nos animar. Há sempre psicólogos no local. É bem tranquilo pra mim. Vejo que algumas pessoas sofrem mais do que eu porque não podem usar o cateter. Receber a medicação na veia é complicado, é muito agressivo. Acaba sendo mais dolorido e pode causar náuseas e vômito. Fora isso, vejo que há muito drama e problema de estima por conta da careca. Também vejo muita gente dando vazão à carência que já tem por conta do câncer. Afinal, quem não quer dar colinho para alguém com câncer? Mas é muito difícil pra mim julgar, pois não sinto nada disso e sou naturalmente uma pessoa otimista e descompromissada com o êxito.

Anjos do Lar: A rotina médica é muito complicada? Descreva.

Milene Voigt: Apesar de estar me sentindo muito bem, tive que me afastar do trabalho durante o tratamento. Ficarei 16 meses fora. É complicado conciliar a rotina de exames, consultas e quimioterapia com o trabalho. Hoje, faço um exame de sangue, uma consulta médica e uma sessão de quimioterapia a cada 21 dias. Não tomo nenhum outro medicamento fora da quimioterapia, mas preciso ficar em observação mesmo assim depois do procedimento. A quimioterapia vermelha acaba no fim do ano, a branca em abril do ano que vem, quando farei a remoção, mas terei que me tratar por 2 anos ao todo.

Anjos do Lar: Como você avalia o atendimento médico na região?

Milene Voigt: Minha experiência é extremamente positiva. Estou fazendo quimioterapia na Neoplasias Litoral e estou bem satisfeita. Tenho tudo ao meu alcance em Balneário Camboriú e Itajaí com meu plano de saúde. Não preciso sair daqui para nada. Acompanhei uma amiga que está se tratando pelo Unacon e vi que não é igual. Mas não posso avaliar o SUS.

Anjos do Lar: Apesar de estar no início do tratamento, tem conhecimento sobre as várias possibilidades de tratamento alternativo? Como as avalia?

Milene Voigt: Estou fazendo exatamente o que o médico manda em termos de tratamento, mas estou cuidando do lado espiritual também, pois como já disse, o câncer nasce na alma.  Mas uma coisa não exclui ou atrapalha a outra. Acho que fortalecer a fé ajuda no tratamento. Já fiz quatro cirurgias espíritas e sinto que elas me ajudaram muito. Fora isso não experimentei nada.

Anjos do Lar: Que hábitos de vida você mudou em função do diagnóstico e como está sendo essa mudança na sua cabeça e organismo? Alimentação, exercícios, vida social, enfim.

Milene Voigt: Muita coisa muda, mas na cabeça. A gente tem que mudar, né?! A forma como você vê as coisas e a qualidade dos seus pensamentos mudam bastante. É bom passar a ver quantas coisas boas a gente tem e nem percebia. Eu estou em casa, cuidando das minhas coisas, do meu filho, passando mais tempo com minha família. Isso faz pensar muito. Mas, fora isso e o afastamento do trabalho, minha vida está igual. Inclusive a alimentação, que era boa. Não estou me privando de quase nada, vida normal. Não tomo sol por causa da medicação, que pode causar queimadura interna, mas só isso.

Anjos do Lar: A bela Milene Voigt será a mesma depois de encerrar essa batalha?

Milene Voigt: Não (silêncio). Não tem como. Vou ser bem melhor! Quando se passa pelo que estou passando você enxerga tanta coisa boa na vida. Você percebe que se incomoda com coisas pequenas, mediocridades. Você descobre que o que interessa mesmo, o que faz sentido, é sua família, seu filho e seus amigos. O resto é resto! A gente corre atrás de tanta coisa sem necessidade, achando que precisa disso e daquilo. Pra quê? Você precisa estar bem! Não tem como passar por esta fase sem um grande aprendizado. E imagino que o aprendizado seja ainda maior para quem sente dor, passa mal e não tem plano de saúde. Eu saí da zona de conforto e mudei meus objetivo. Minha vida parou e vai recomeçar. E acho que tudo tem um porquê. Penso que isso tudo veio para que eu parasse um pouco o que estava fazendo para repensar valores e prioridades. Corremos muito, tentamos agradar a todos e esquecemos de nós. Pra quê? Não. Não vou entrar nessa e sair da mesma forma.

Anjos do Lar: Que mensagem você gostaria de deixar a outras pacientes ou a qualquer pessoa que vai ler esta entrevista?

Milene Voigt: É preciso ser forte! Entenda que você tem um problema e vai superá-lo, se for do seu merecimento. Não será fácil, pode haver algum sofrimento e desconforto, mas vamos tocar a bola pra frente sem reclamar tanto da vida. Sem perguntar o tempo todo ‘por que comigo?’. Pense que você precisa deste aprendizado. Não se veja como vítima, como coitadinha. Pense que isto pode acontecer com qualquer pessoas e o único jeito é encarar. Aceitar torna o processo mais fácil e isso serve para qualquer outra dificuldade. Não faça drama nem se sinta diferente. Levante a cabeça e cuide da qualidade dos seus pensamentos e palavras, pois a mente é quase mais forte que o tratamento em si. E lembre-se: se você ficar fechada num quarto chorando a doença não vai embora. Portanto, levante a cabeça, sacuda a peruca e vamos encarar tudo com pensamento positivo!

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Fotos: Fernanda Arruda

Sábado foi dia de solidariedade e alegria #campanhainvernosolidário

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Sábado foi dia de alegria e solidariedade para a Anjos do Lar e os amigos do grupo Amor ao Próximo. Passamos a tarde com as crianças do Lar e Abrigo Bom Pastor, de Camboriú. O dia foi recheado de brincadeiras e aprendizado.

A casa abriga quase 30 crianças carentes e tem necessidades, como a maioria das instituições sociais. Parte dos donativos arrecadados na campanha Inverno Solidário, da Anjos do Lar, foi destinado a eles. O grupo Amor ao Próximo também levou doações, como brinquedos, alimentos e roupas.

“O lugar é lindo, rodeado pela natureza e com uma ampla área de lazer, mas as demandas do Lar são muitas e todos devemos fazer a nossa parte”, alerta a diretora da empresa, Daniele Iung.

Para a fotógrafa Fernanda Arruda, integrante do grupo Amor ao Próximo, ações como esta fazem a vida valer a pena. “Quando fazemos o bem para alguém somos nós os verdadeiros beneficiados”, assegura ela.

O restante das doações da Campanha Inverno Solidário será entregue no final do mês para famílias em situação de vulnerabilidade social.

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